AXIA e Copel ajustam estratégias para lidar com mercado de energia volátil no Brasil

AXIA e Copel mudam estratégias para aproveitar a volatilidade do mercado de energia e buscar melhores resultados.
28/01/2026 às 07:22 | Atualizado há 1 semana
               
A Copel adapta estratégia à nova realidade, com mais energia disponível para venda no mercado. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

Empresas do setor elétrico, como AXIA e Copel, têm adaptado suas estratégias para atuar em um mercado de energia cada vez mais volátil, influenciado pelo aumento da participação de fontes renováveis e pela variação horária dos preços.

A volatilidade é intensificada por eventos climáticos extremos e pela incerteza na geração solar e eólica. AXIA e Copel buscam capitalizar essas oscilações adotando mais energia descontratada para realizar arbitragem.

Essa postura oportunista pode trazer ganhos no curto prazo, apesar dos riscos de quedas inesperadas. A flexibilidade operacional é essencial para enfrentar esse cenário em evolução.

Empresas do setor elétrico estão se adaptando a um cenário de preços mais imprevisíveis no mercado. Desde 2021, o valor da energia no mercado de spot tem variação horária, que se intensifica pela maior participação de usinas solar e eólica, cuja produção depende do sol e do vento.

Segundo Ivan Monteiro, CEO da AXIA, a volatilidade cresce também por eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, um fenômeno que ele define como parte da “nova realidade”. Já a Copel resolveu ajustar sua estratégia, preferindo deixar mais energia descontratada para aproveitar essas oscilações de preço e realizar arbitragem, conforme explicou seu CEO Daniel Slaviero.

Essa mudança permite que as empresas aproveitem oportunidades de lucro no curto prazo, embora também assumam riscos como quedas repentina de valores e falta de previsibilidade. A integração das operações de geração, transmissão e distribuição ajuda a Copel a ser mais flexível nessas decisões.

AXIA lidera no volume de energia descontratada com 20% para 2026 e 36% para 2027, enquanto Copel tem 15% e 26% para os mesmos anos, segundo levantamento da XP. Essa postura pode ser vantajosa caso os preços subam nos próximos anos.

Além disso, o crescimento da demanda por energia de data centers pode pressionar os preços para cima no médio e longo prazo, segundo Lucas Araripe, CEO da geradora Casa dos Ventos, que já desenvolve projetos para atender esse segmento.

Via Brazil Journal

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