Azul prevê retorno ao lucro em 2026 após plano de recuperação judicial

Azul anuncia retorno ao lucro em 2026 após reestruturação e corte de dívidas bilionárias.
16/12/2025 às 17:21 | Atualizado há 3 meses
               
John Rodgerson anuncia foco da Azul no crescimento do mercado doméstico brasileiro. (Imagem/Reprodução: Investnews)

A Azul, com apoio da United Airlines e American Airlines, recebeu autorização judicial para sair do Chapter 11, reduzindo sua dívida em mais de US$ 2,6 bilhões e captando até US$ 950 milhões em novos investimentos.

Com a reestruturação, a companhia espera economizar US$ 200 milhões por ano em juros, com o objetivo de gerar fluxo de caixa positivo já a partir de 2026 e 2027.

A empresa manterá a entrega de novas aeronaves, focará no mercado doméstico e ampliará voos para os EUA durante a Copa do Mundo, além de fortalecer parcerias com United e American para ampliar destinos no Brasil.

A companhia aérea Azul, apoiada pela United Airlines e American Airlines, recebeu autorização judicial para sair do Chapter 11 com um plano que reduz sua dívida em mais de US$ 2,6 bilhões. O acordo prevê ainda a captação de até US$ 950 milhões em novos aportes, incluindo US$ 100 milhões de cada uma das americanas.

Com essa reestruturação, a Azul espera economizar cerca de US$ 200 milhões anuais em juros, melhorando significativamente seu fluxo de caixa. O presidente John Rodgerson afirmou que a empresa planeja gerar caixa já a partir de 2026 e 2027.

A companhia manterá entregas de novas aeronaves da Airbus e Embraer, mas redirecionará seu foco para o mercado doméstico. Contudo, pretende ampliar os voos para os EUA para atender à demanda prevista durante a Copa do Mundo, que ocorrerá no próximo verão.

Além disso, a Azul deve estreitar parcerias em voos em codeshare com a United e American, expandindo o acesso a mais de 100 destinos brasileiros para esses parceiros.

Fundada em 2008, a empresa passou por forte expansão nos últimos anos, adquirindo dívidas elevadas, o que a levou ao pedido do Chapter 11 em maio. Segundo Rodgerson, o novo plano de crescimento será mais moderado, visando fortalecer a companhia para o futuro, mesmo diante de recentes mudanças nas políticas de fiscalização migratória nos EUA.

A crença é que a demanda por viagens entre Brasil e Estados Unidos seguirá robusta, impulsionada pelo interesse dos brasileiros em visitar o país.

Via Investnews

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.