O Banco de Brasília (BRB) entregou ao Banco Central um plano para recompor seu capital e fortalecer a liquidez em até 180 dias. A proposta foi apresentada pelo presidente Nelson Antônio de Souza e envolve ações preventivas, que podem incluir aportes do governo do DF, conforme investigações em andamento.
O plano visa garantir a sustentabilidade do banco, apoiar operações e garantir transparência a clientes e investidores, sem divulgar valores específicos. Entre as medidas previstas estão empréstimos, venda de ativos e aportes do Tesouro do DF, todos sujeitos à aprovação da Câmara Legislativa.
A necessidade desse plano surgiu após um rombo de R$ 5 bilhões proveniente das negociações com o Banco Master. O BRB já vendeu ativos e busca captar recursos para conter efeitos das perdas e manter o funcionamento da instituição de forma sustentável.
O Banco de Brasília entregou ao Banco Central um Plano de Capital visando recompor seu balanço e fortalecer a liquidez em até 180 dias. A entrega foi feita pelo presidente Nelson Antônio de Souza ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan, acompanhado do secretário de Economia do DF, Daniel Izaias.
O plano reúne ações preventivas que serão adotadas caso seja necessário um aporte do governo do Distrito Federal, decisão que depende das investigações em andamento. O BRB destacou que o documento busca garantir a sustentabilidade da instituição, proteger operações e assegurar transparência a clientes e investidores, sem divulgar valores envolvidos.
Em depoimento à Polícia Federal, o diretor de Fiscalização do BC indicou que as negociações com o Banco Master geraram um rombo de R$ 5 bilhões no BRB. O banco não detalhou as medidas, mas indicou que o plano protege clientes e mantém o funcionamento da instituição.
O BRB tem cinco opções principais para captar recursos:
- Empréstimos junto a outras instituições financeiras e ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC);
- Venda de ativos, incluindo carteiras imobiliárias e créditos a estados e municípios;
- Criação de fundo imobiliário com imóveis do GDF;
- Aportes diretos do Tesouro do Distrito Federal;
- Empréstimos do GDF com FGC, posteriormente repassados ao banco.
Essas operações envolvendo recursos públicos dependem da aprovação da Câmara Legislativa do Distrito Federal e têm o objetivo de injetar liquidez, reduzir o tamanho da instituição e diminuir a necessidade de novos aportes em contexto de restrições fiscais.
Atualmente, o BRB negocia a venda de cerca de R$ 1 bilhão em carteiras de crédito garantidas pelo Tesouro Nacional e já vendeu ativos de alta qualidade para conter a fuga de recursos após a liquidação do Banco Master e as investigações. Investigações apontam que cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras do Master foram adquiridas pelo banco com ativos superfaturados ou inexistentes, dos quais R$ 10 bilhões já foram substituídos ou liquidados.
Via Forbes Money