O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial da Will Financeira, que estava sob Regime Especial desde novembro de 2023. A decisão ocorreu devido à inadimplência da empresa com a Mastercard, que bloqueou seu sistema de pagamentos em janeiro.
A Mastercard acionou garantias do Banco Master, controlador da Will, e assumiu ações de empresas como WestWing e BRB. A financeira, que atuava no Nordeste, encerra suas operações após dificuldades financeiras e regulatórias.
A liquidação reflete os desafios enfrentados pela Will, que contou com investimentos de grandes fundos, mas não conseguiu superar obstáculos regulatórios recentes. A Mastercard segue com ações para recuperar valores e planeja vender ativos assumidos.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira, entidade que estava sob Regime Especial de Administração desde novembro de 2023, relacionada à liquidação do Banco Master, controladora da financeira. A decisão aconteceu após a Will não cumprir pagamentos à Mastercard, que a bloqueou do seu sistema de pagamentos em 19 de janeiro. O BC considerou que a situação econômico-financeira da Will inviabilizou sua continuidade, destacando a ligação direta com o Banco Master.
No dia seguinte, a Mastercard acionou garantias do Banco Master, assumindo ações da WestWing, empresa de e-commerce, e do Banco de Brasília (BRB). A Mastercard pretende vender esses ativos. As ações da WestWing provavelmente vieram da gestora WNT, que concentra investimentos do Master e do empresário Nelson Tanure, ambos investigados na operação Compliance Zero da Polícia Federal.
A WestWing informou que sua administração não participou da operação que motivou a mudança na base acionária e segue focada no crescimento do negócio. Já o BRB não confirmou publicamente se há participação acionária do Master, apesar de exigência legal para divulgações acima de 5%.
Mastercard explicou que mantém garantias, incluindo ações, para assegurar pagamentos por parte dos emissores caso haja inadimplência. A liquidação da Will Financeira marca o fim de uma startup que buscou crescer no Nordeste, focando em clientes com pouco acesso a serviços bancários.
Após captar R$ 250 milhões de investidores como XP e Atmos, a financeira sofreu com mudanças regulatórias em 2023, que impactaram seu enquadramento e levaram à busca por soluções, resultando na venda da Will Pagamentos em fevereiro de 2024.
Via Brazil Journal