Bancos preveem desaceleração gradual do crédito em 2026 e corte da Selic só em março

Bancos esperam que crédito desacelere lentamente em 2026 e Selic tenha redução somente a partir de março.
01/01/2026 às 16:21 | Atualizado há 7 horas
               
Carteira de crédito deve crescer 9,2% em 2025 e desacelerar para 8,2% em 2026. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A maioria dos bancos projeta crescimento do crédito em 9,2% para 2025, mantendo ritmo elevado mesmo com a Selic alta. Em 2026, a expansão deve desacelerar para 8,2%, segundo pesquisa da Febraban com 20 instituições.

Crédito direcionado para empresas cresce, impulsionado por programas governamentais, e carteira habitacional continua resiliente. Já o crédito livre se ajusta, com destaque para linhas rotativas entre pessoas físicas.

A taxa Selic deve permanecer em 15% até início de 2026, com expectativa de cortes a partir de março. A inadimplência deve subir levemente, alcançando 5,2% no próximo ano.

A maioria dos bancos prevê que a carteira de crédito total terá um crescimento de 9,2% em 2025, mantendo um ritmo elevado mesmo com a taxa Selic alta. Para 2026, esse crescimento deve desacelerar lentamente, estimado em 8,2%. Os dados são da Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Febraban, realizada entre 17 e 19 de dezembro com 20 instituições financeiras.

A projeção revisada para 2025 indica avanço do crédito direcionado, passando de 10,1% para 10,9%, impulsionada pelo aumento do crédito para pessoas jurídicas, que subiu de 13,6% para 15,3%, apoiado em programas governamentais. O crédito para famílias também cresce, com a carteira habitacional mostrando maior resiliência, elevando a previsão de 8,4% para 8,7%.

Já na carteira livre, a perspectiva para 2025 caiu ligeiramente de 8,1% para 8,0%, com o crédito a pessoas jurídicas ajustando-se para 3,6%. Por outro lado, a carteira livre de pessoas físicas deve crescer 11,0%, acima dos 10,3% previstos anteriormente, com destaque para aumento das linhas rotativas.

A pesquisa aponta que a taxa Selic deve permanecer em 15% no início de 2026, com expectativa de cortes a partir de março. Quanto à inflação, 50% dos analistas acreditam que ficará acima da meta, influenciada por estímulos fiscais e de crédito.

Para 2026, a desaceleração do saldo de crédito deve ser moderada, com destaque para o crescimento da carteira direcionada às pessoas jurídicas, que deve fechar 2025 com alta superior a 15%. A taxa de inadimplência aguarda leve alta, chegando a 5,2% no próximo ano.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.