O decreto presidencial dos EUA, que invoca a Lei de Produção de Defesa, visa garantir o fornecimento de glifosato no mercado norte-americano. A Bayer afirmou que essa medida não provocará desabastecimento em outras regiões.
O grupo destacou que enfrentou desafios regulatórios e judiciais, tendo fechado um acordo bilionário para resolver processos relacionados a riscos à saúde. A empresa é a única produtora de glifosato nos EUA, mas o país também importa versões genéricas da China.
Além disso, a Bayer conseguiu que a Suprema Corte dos EUA avaliasse limitações de responsabilidade em processos judiciais, reforçando a importância da regulação federal sobre leis estaduais no tema.
O decreto presidencial dos EUA que invoca a Lei de Produção de Defesa para garantir o fornecimento de glifosato evidencia a importância do acesso contínuo ao herbicida no mercado norte-americano, afirmou a Bayer. A empresa destacou que essa medida não resultará em desabastecimento em outras regiões.
Em agosto, a Bayer alertou que poderia ser obrigada a suspender a produção local de glifosato caso não fossem adotadas alterações regulatórias para enfrentar os litígios que pressionam a companhia. Atualmente, a Bayer é a única produtora de glifosato nos EUA, embora o país também conte com importações expressivas de versões genéricas da China.
O grupo alemão tem enfrentado diversas ações judiciais que associam o herbicida a riscos à saúde, especialmente acusações de que o produto causa câncer. Para resolver dezenas de milhares de processos, a Bayer fechou um acordo na semana passada, com valor estimado em até US$7,25 bilhões.
Além disso, a empresa conseguiu que a Suprema Corte dos Estados Unidos avaliasse um recurso visando limitar a responsabilidade da Bayer nas ações, que em sua maior parte envolvem usuários residenciais do herbicida. Essa decisão ocorre após o governo Trump apoiar a soberania da regulação federal sobre leis estaduais nos casos relacionados ao glifosato.
Via Forbes Agro