BESS: A tecnologia de armazenamento de energia que ganha força no Brasil

Conheça o papel dos sistemas BESS no futuro do armazenamento de energia no Brasil e no mundo.
15/01/2026 às 20:02 | Atualizado há 7 horas
               
Kinea investe globalmente em ações ligadas ao crescimento das Battery Energy Storage. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

O investimento em Battery Energy Storage Systems (BESS) deve crescer significativamente até 2026, impulsionando o setor elétrico em países como Estados Unidos, China e Brasil. Essa tecnologia destaca-se pela capacidade de fornecer energia constante, especialmente para data centers, e pela implementação mais rápida comparada a usinas nucleares e térmicas.

No Brasil, o primeiro leilão de projetos de armazenamento com baterias previsto para abril deve inserir o país entre os maiores mercados mundiais. Esse avanço poderá reduzir cortes na geração de energia e beneficiar empresas como a WEG, que têm potencial para crescer no setor.

O crescimento dos BESS impacta positivamente a estabilidade do sistema elétrico e a expansão das fontes renováveis, despertando interesse das utilities e investidores atentos à transição energética.

O investimento em Battery Energy Storage Systems (BESS) deve se destacar no setor elétrico em 2026. Após queda nos custos, essa tecnologia ganha importância nos Estados Unidos, China e Brasil, e promete facilitar o fornecimento de energia constante para data centers, especialmente nos EUA. Além disso, sistemas com baterias possuem implementação mais rápida em comparação a usinas nucleares ou térmicas a gás, que enfrentam limitações na oferta de turbinas.

A gestora Kinea inclui em sua carteira ações de empresas que devem se beneficiar do crescimento dos BESS, como as utilities renováveis americanas NextEra e AES, empresas da cadeia solar NextPower e First Solar, além das fabricantes de baterias CATL e LG Energy Solutions. Nos EUA, a capacidade de sistemas com baterias deve crescer cerca de 50% em 2024, com mais de 20 gigawatts entrando em operação, conforme a Energy Information Administration (EIA).

No Brasil, está previsto para abril o primeiro leilão de projetos de armazenamento com baterias, com 2 gigawatts de capacidade, volume que pode colocar o país entre os três maiores mercados globais, atrás da China e dos EUA, segundo a XP. A introdução desse volume deve reduzir cortes de geração em cerca de 2 pontos percentuais, impactando positivamente o setor.

Entre empresas brasileiras, a WEG é vista como potencial beneficiária no longo prazo, embora o mercado ainda seja pequeno para a companhia. O setor de utilities acompanha o tema de perto, já que os BESS podem contribuir para a maior estabilidade e retorno das fontes renováveis.

Via Brazil Journal

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.