Bessent nega conclusão de acordo com UE e defende tarifas sobre Groenlândia

Secretário dos EUA afirma que acordo com UE não está finalizado e justifica tarifas sobre Groenlândia como medidas estratégicas.
18/01/2026 às 19:42 | Atualizado há 2 horas
               
Secretário dos EUA destaca que Europa enfrenta tarifas extras ao comprar petróleo russo. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o acordo comercial com a União Europeia não foi finalizado. Ele defende as tarifas aplicadas recentemente, incluindo as relacionadas à Groenlândia, como ações emergenciais para proteger os interesses americanos.

Bessent destacou a importância estratégica da Groenlândia para os EUA, ressaltando que a proteção da ilha é fundamental para evitar conflitos futuros e garantir a paz. Também mencionou a disposição dos EUA em agir caso o equilíbrio com a China ou Índia seja ameaçado.

Além disso, o secretário minimizou preocupações sobre o impacto das tarifas na Otan e reforçou que os europeus aceitarão a liderança americana para manter a segurança global.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o acordo comercial com a União Europeia (UE) não foi finalizado. Em entrevista ao programa Meet the Press, ele defendeu as novas tarifas que o presidente Donald Trump aplicou recentemente, incluindo aquelas relacionadas à Groenlândia. Segundo Bessent, essas medidas podem afetar a confiança de parceiros em negociações, mas são parte de ações emergenciais para proteger os interesses americanos.

Bessent destacou que os Estados Unidos mantêm um “equilíbrio muito bom” com a China, mas que Trump está disposto a agir caso esse equilíbrio seja quebrado. O mesmo vale para a Índia. O secretário usou como exemplo o fato de que a própria UE já enfrenta tarifas adicionais por compra de petróleo russo, reforçando que o presidente utiliza poderes emergenciais para lidar com essas questões.

Sobre a Groenlândia, ele afirmou que os europeus não têm capacidade para proteger a ilha contra ameaças externas, o que reforça a importância estratégica para os EUA. Isso porque, caso haja um ataque, os Estados Unidos seriam envolvidos devido a garantias da Otan. Bessent ressaltou que “é melhor garantir a paz através da força” e que manter a Groenlândia sob controle americano evitaria conflitos futuros.

Ele não descartou possíveis ações militares na ilha e minimizou preocupações sobre o impacto disso na Otan, ressaltando que os europeus mudariam sua visão para permanecer sob a proteção americana. O secretário reforçou argumentos já usados por Trump, como o papel da Groenlândia para a segurança nacional e sistemas estratégicos.

Via InfoMoney

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