Bitcoin como alternativa entre liquidez e instabilidade política no Brasil

Descubra como o Bitcoin tem sido escolhido por investidores diante da liquidez e instabilidade política global.
30/01/2026 às 12:01 | Atualizado há 3 horas
               
Bitcoin teve leve queda em 2025, diferente da alta dos ativos tradicionais. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

O Bitcoin encerrou 2025 com uma leve queda, enquanto mercados tradicionais como o Ibovespa apresentaram alta. O interesse institucional por criptomoedas cresce: 55% dos hedge funds globais já investem nesse mercado, com alocações médias de 7%, mostrando maior confiança dos investidores profissionais.

O comportamento do Bitcoin hoje responde mais a fatores macroeconômicos, como liquidez e riscos geopolíticos. Nos Estados Unidos, a combinação de inflação controlada e estímulos monetários reforça seu papel como ativo de retorno em períodos de liquidez elevada. No cenário atual, o Bitcoin é visto como complemento a metais preciosos, oferecendo proteção patrimonial sem substituí-los.

Relatórios indicam que o Bitcoin tende a valorizar após eventos políticos relevantes, com muita demanda institucional. Assim, torna-se uma peça estratégica em portfólios que buscam proteção e crescimento, aproveitando tanto a liquidez quanto a instabilidade política global.

O Bitcoin fechou 2025 com queda discreta, enquanto mercados tradicionais, como o Ibovespa, registraram alta. Apesar disso, a presença do ativo no portfólio de investidores institucionais cresce: 55% dos hedge funds globais já investem em criptoativos, com uma alocação média em torno de 7%, indicando maior interesse do capital profissional.

O mercado de criptomoedas vem deixando para trás o conceito de ciclos fixos baseados no halving. Hoje, o Bitcoin reage mais a movimentos macroeconômicos, especialmente à liquidez e ao aumento dos riscos globais. Nos Estados Unidos, menores índices de inflação e sinais de expansão de liquidez reforçam o papel do ativo como uma aplicação que pode oferecer alto retorno em ambientes de estímulo monetário.

Ao mesmo tempo, a instabilidade geopolítica tem impulsionado o interesse em ativos que protejam patrimônio. Nesse cenário, o Bitcoin começa a ser visto ao lado do ouro e prata, funcionando como um ativo complementar, mas sem substituir os metais preciosos tradicionais, graças à sua resistência a interferências estatais.

Relatórios da BlackRock indicam que o Bitcoin tende a valorizar em média 38,8% nos dois meses seguintes a eventos geopolíticos relevantes. A demanda institucional supera a oferta do ativo, e a maioria dos gestores financeiros confirma a intenção de manter ou ampliar a exposição em criptomoedas.

Assim, o Bitcoin é hoje um elemento estratégico, beneficiando-se tanto do aumento da liquidez quanto do aumento da instabilidade, cabendo como uma peça que combina proteção e crescimento em portfólios profissionais.

Via Brazil Journal

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.