O bitcoin registrou uma queda acentuada, atingindo seu nível mais baixo desde a vitória de Donald Trump nas eleições de 2024. Após alcançar cerca de US$ 76,9 mil, a criptomoeda recuou para US$ 72,2 mil, perdendo os ganhos obtidos com o pleito americano.
Além do bitcoin, outras criptomoedas também caíram devido a uma venda massiva no mercado, influenciada pela indicação para o Federal Reserve e retirada de fundos institucionais. Mesmo com o cenário atual, analistas mantêm uma perspectiva positiva para o médio e longo prazo, prevendo uma possível recuperação futura.
O bitcoin enfrentou uma queda significativa nesta quarta-feira (4), atingindo seu patamar mais baixo desde a vitória do presidente Donald Trump nas eleições de 2024. Depois de alcançar máximas próximas a US$ 76,9 mil, a criptomoeda recuou para US$ 72,2 mil, encerrando o pregão com queda que apagou os ganhos conquistados após o pleito. No início da tarde, o ativo seguia em baixa, cotado a US$ 66,5 mil, uma retração diária em torno de 9%.
Nas últimas semanas, o bitcoin passou por uma liquidação expressiva, depois de bater recordes de até US$ 96.951. Esse movimento inclui uma queda de 7% registrada no sábado anterior. A desvalorização do ativo não é atribuída a um único motivo, segundo Rob Hadick, sócio da gestora Dragonfly Capital, que mantém uma visão positiva para o médio e longo prazos.
Por outro lado, Michael Burry, investidor que previu a crise imobiliária de 2008, alertou para a possibilidade de uma “espiral da morte” no mercado cripto, que poderia afetar empresas expostas ao bitcoin. Analistas destacam que a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve pode ter influenciado parte da queda, mas o principal impulsionador parece ser a retirada em massa de recursos por ETFs institucionais.
Outras moedas digitais, como Ethereum, BNB e Solana, também caíram, refletindo um movimento de redução de risco pelos investidores. O mercado está dominado por um movimento de venda por impulso, que, segundo especialistas, deve se reverter, levando a uma nova valorização futura do setor.
Via Forbes.com.br