A BP anunciou uma baixa contábil de até US$ 5 bilhões em seu portfólio de energia renovável, revisando sua estratégia após reduzir em 70% os investimentos no setor. A empresa decidiu realocar recursos para as áreas de petróleo e gás, diante de resultados fracos e mudanças no mercado.
O CEO Murray Auchincloss deixou o cargo, substituído por Meg O’Neill, que liderará a reorganização da companhia. A BP também vendeu ativos não estratégicos para diminuir dívidas, incluindo sua participação majoritária na divisão de lubrificantes Castrol.
Com o preço do petróleo em níveis baixos, a empresa aposta em manter a produção estável e planeja atingir US$ 20 bilhões em vendas até 2027. A revisão das prioridades visa equilibrar os negócios tradicionais com as pressões por sustentabilidade.
A petrolífera britânica BP revê suas estratégias e prevê uma baixa contábil de até US$ 5 bilhões em seu portfólio de energia renovável. Após anos focando em descarbonização, a empresa admitiu que a aposta foi “equivocada” em 2025, reduzindo em 70% os investimentos nessa área e realocando recursos para petróleo e gás. A revisão acontece em meio a resultados fracos no trading de petróleo e produção estável no último trimestre.
O CEO Murray Auchincloss saiu do cargo surpreendentemente, sendo substituído por Meg O’Neill, ex-CEO da Woodside Energy Group. O novo presidente da BP, Albert Manifold, criticou o ritmo das mudanças e aposta em O’Neill para acelerar a reorganização. A empresa vende ativos não estratégicos para reduzir dívidas, contando com a recente venda da participação majoritária na divisão de lubrificantes Castrol, que deve render cerca de US$ 6 bilhões.
A BP planeja alcançar US$ 20 bilhões em vendas até o fim de 2027. No entanto, o ambiente de preços baixos do petróleo pressiona a continuidade das recompras de ações, que podem ser interrompidas para priorizar a desalavancagem. A produção de petróleo e gás, principal fonte de receita, deve se manter estável, mas o mercado mostra sinais de excesso de oferta, mantendo os preços do Brent abaixo de US$ 70 por barril.
O balanço mais limpo, após as baixas contábeis, deve facilitar o reposicionamento da companhia, ainda que analistas antecipem novos desinvestimentos na área de energia verde. A BP enfrenta desafios para equilibrar o foco em combustíveis fósseis com as pressões por iniciativas baixas em carbono, enquanto se ajusta ao cenário global do setor energético.
Via InvestNews