O presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou que 2026 não será um ano de acomodação para a instituição. O banco planeja manter os investimentos em transformação e competitividade, mesmo com uma previsão de lucro um pouco abaixo do esperado pelo mercado.
As metas incluem expansão da carteira de crédito entre 8,5% e 10,5%, crescimento da margem financeira ajustada ao risco de 13% e aumento nas receitas de tarifas e seguros. Noronha destaca também a integração digital e o cross selling como estratégias centrais.
Apesar da volatilidade política, o cenário econômico apresenta oportunidades, com desemprego equilibrado e juros em possível queda. O Itaú BBA vê as projeções como conservadoras, mas mantém otimismo com as perspectivas do banco para 2026.
Após superar as expectativas de lucro no último ano, o presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, indicou que 2026 não será um período de pausa para o banco. Segundo ele, a instituição seguirá investindo para aumentar a competitividade, rejeitando previsões conservadoras divulgadas recentemente. O banco projetou um lucro líquido entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões, valor que caiu cerca de 4% abaixo do esperado pelo mercado, mas Noronha destacou que essas estimativas levam em conta investimentos contínuos em transformação.
O Bradesco mantém um ritmo planejado e consistente em seu plano estratégico, caminhando passo a passo. Conforme ressaltou o executivo, a capacidade de surpreender positivamente é maior que o oposto. O Itaú BBA classifica essas projeções como conservadoras, considerando o histórico de resultados e o desempenho que já ultrapassou o centro das metas desde o início de 2024.
As metas para 2026 envolvem expansão da carteira de crédito entre 8,5% e 10,5%, crescimento da margem financeira ajustada ao risco de 13%, além de acréscimos modestos nas receitas com tarifas e resultados em seguros. Noronha destaca que a diversificação da organização e o aumento do cross selling entre canais, junto com a integração de seguros ao aplicativo, são pontos centrais para esse desempenho.
Apesar de reconhecer a volatilidade política como um fator de risco, ele ressalta que o desemprego está equilibrado e que uma queda mais rápida da Selic pode beneficiar empresas mais endividadas, proporcionando oportunidades. Para investidores, o Itaú BBA prevê possibilidade de realização de lucros após a valorização das ações em 2025, mantendo-se otimista com as perspectivas do banco.
Via Forbes Money