O Brasil registrou um aumento de 4,5% na publicação de artigos científicos em 2024, alcançando 73.220 trabalhos associados a instituições nacionais. Apesar do crescimento, o país manteve a 14ª posição no ranking mundial, posição estável desde 2022.
O estudo da Elsevier e Bori analisou dados do Scopus, considerando publicações entre 1996 e 2024. A produção brasileira voltou a crescer após quedas entre 2021 e 2023, revelando uma recuperação pós-pandemia. As ciências da natureza e médicas lideram as áreas de maior produção no país.
O Brasil registrou um crescimento de 4,5% na quantidade de artigos científicos publicados em 2024, somando 73.220 trabalhos associados a instituições nacionais. Apesar disso, o país permanece na 14ª posição de um ranking que avalia 54 países, posição mantida desde o primeiro levantamento em 2022.
O estudo foi elaborado pela editora Elsevier em parceria com a agência Bori, com base na base de dados Scopus. A análise considera apenas artigos científicos publicados entre 1996 e 2024, de países com mais de 10 mil publicações anuais.
Após uma queda consecutiva entre 2021 e 2023, o número de publicações brasileiras voltou a crescer em 2024. O aumento reverteu as quedas de 8,2% em 2022 e 7,3% em 2023, mostrando recuperação pós-pandemia.
O ranking continua liderado pela China, seguida pelos Estados Unidos, Índia, Reino Unido e Alemanha. Países em guerra, como Rússia e Ucrânia, apresentam diminuição nas publicações, reflexo do conflito iniciado em 2022.
As ciências da natureza e as ciências médicas são as áreas com maior produção no Brasil, mantendo a mesma ordem dos anos anteriores. As humanidades aparecem na última posição, com redução na quantidade de artigos de 2023 para 2024.
O levantamento também destaca as instituições brasileiras com mais artigos publicados, onde apenas três registraram queda: Universidade Estadual de Maringá, Universidade Federal de Goiás e Embrapa.
Via Folha de S.Paulo