O Brasil iniciou 2026 com um cenário preocupante para o meio ambiente. A moratória de florestas sofreu retrocessos, especialmente no setor da soja, que teve incentivos cancelados no Mato Grosso. Essa mudança coloca em risco avanços na restrição do desmatamento que vinham sendo mantidos desde 2019.
Além disso, há uma crise política que envolve setores do agronegócio, governo e órgãos reguladores, como o Cade. O país também não conseguiu avançar em compromissos climáticos na COP30 em Belém, refletindo dificuldades para conciliar interesses econômicos e a preservação ambiental.
Esses fatos evidenciam uma situação institucional delicada, com impactos diretos na saúde das florestas. A falta de uma governança eficaz compromete a luta contra o desmatamento em um momento em que a crise climática global exige ações consistentes.
O Brasil iniciou 2026 enfrentando uma delicada situação ambiental e política, marcada pela quebra da moratória de florestas. Depois de avanços na redução do desmatamento, a pressão política e econômica levou a um retrocesso, colocando em risco acordos importantes, como o da soja. Mato Grosso anunciou o cancelamento dos incentivos fiscais para traders que mantivessem compromisso com a restrição à comercialização de soja oriunda de áreas desmatadas recentemente.
Esse acordo voluntário vinha evitando a destruição de uma área equivalente ao tamanho da Irlanda desde 2019, mas agora sofre ataques, inclusive do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), sob a alegação de supressão da livre concorrência. Além disso, o debate ambiental convive com polêmicas envolvendo o governo, setores do agronegócio e interesses políticos que impactam diretamente a saúde da floresta e o combate ao desmatamento.
O episódio ocorre após o que foi considerado um fracasso do Brasil na COP30, em Belém do Pará, em novembro de 2025, quando, apesar de uma presidência ativa da cúpula, medidas concretas para a preservação ambiental e a redução das emissões de carbono foram frustradas. Paralelamente, denúncias que envolvem figuras ligadas a áreas financeiras e políticas complicam ainda mais o cenário institucional, refletindo uma crise de credibilidade e transparência.
A conjugação desses fatores evidencia dificuldades do país em manter compromissos ambientais essenciais e em promover uma governança decente, capaz de alinhar interesses econômicos à preservação do meio ambiente em um contexto de mudanças climáticas globais.
Via Folha de S.Paulo