O Brasil registra o segundo maior juro real do mundo, atualmente em 9,23%, mantendo essa posição pelo sétimo mês consecutivo. A taxa básica de juros, Selic, está fixada em 15%, e o levantamento envolve as 40 maiores economias globais, destacando que apenas a Rússia tem juro real maior.
Houve uma leve redução em relação aos meses anteriores, mas o Brasil permanece acima de países como Turquia e Argentina. Mesmo que o Copom reduza a Selic, o país deve conservar a segunda posição devido às incertezas fiscais e pressões inflacionárias.
A análise mostra a cautela dos bancos centrais diante das tensões econômicas globais e nacionais, com a maioria das maiores economias mantendo suas taxas de juros. Esse cenário influencia decisões e expectativas no mercado financeiro brasileiro.
O Brasil mantém o segundo maior juro real do mundo, apesar de uma redução leve em relação ao final de 2023. Com a taxa básica de juros, a Selic, fixada em 15%, o juro real – calculado após descontar a inflação – está em 9,23%. O levantamento, feito pela MoneYou e Lev Intelligence, compara as 40 maiores economias globais.
No último dezembro, o juro real no Brasil era de 9,44%, e em novembro estava em 9,74%. Atualmente, a Rússia assumiu a primeira posição com 9,88%, ultrapassando a Turquia. Considerando os juros nominais, o Brasil aparece em quarto lugar, atrás de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (16%).
Mesmo se o Comitê de Política Monetária (Copom) decidisse diminuir a Selic em 0,25 ou 0,50 ponto percentual, o Brasil manteria a segunda colocação entre os maiores juros reais. O economista Jason Vieira destaca que o cenário no país ainda é marcado por incertezas, devido a questões fiscais e pressões inflacionárias.
Entre 165 países, 72,12% mantiveram as taxas de juros, 7,27% aumentaram e 20,61% reduziram. No ranking das 40 maiores economias, 67,5% mantiveram, 2,5% subiram e 30% cortaram os juros. Esse dado mostra a cautela dos bancos centrais diante das tensões econômicas globais e nacionais.
Via InfoMoney