Brasil mantém segundo maior juro real do mundo em 9,23% pelo sétimo mês consecutivo

Juro real do Brasil em 9,23% é o segundo maior do mundo pelo sétimo mês seguido, segundo levantamento internacional.
28/01/2026 às 19:02 | Atualizado há 1 semana
               
Rússia lidera após Turquia; Brasil mantém 2º lugar desde junho. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O Brasil registra o segundo maior juro real do mundo, atualmente em 9,23%, mantendo essa posição pelo sétimo mês consecutivo. A taxa básica de juros, Selic, está fixada em 15%, e o levantamento envolve as 40 maiores economias globais, destacando que apenas a Rússia tem juro real maior.

Houve uma leve redução em relação aos meses anteriores, mas o Brasil permanece acima de países como Turquia e Argentina. Mesmo que o Copom reduza a Selic, o país deve conservar a segunda posição devido às incertezas fiscais e pressões inflacionárias.

A análise mostra a cautela dos bancos centrais diante das tensões econômicas globais e nacionais, com a maioria das maiores economias mantendo suas taxas de juros. Esse cenário influencia decisões e expectativas no mercado financeiro brasileiro.

O Brasil mantém o segundo maior juro real do mundo, apesar de uma redução leve em relação ao final de 2023. Com a taxa básica de juros, a Selic, fixada em 15%, o juro real – calculado após descontar a inflação – está em 9,23%. O levantamento, feito pela MoneYou e Lev Intelligence, compara as 40 maiores economias globais.

No último dezembro, o juro real no Brasil era de 9,44%, e em novembro estava em 9,74%. Atualmente, a Rússia assumiu a primeira posição com 9,88%, ultrapassando a Turquia. Considerando os juros nominais, o Brasil aparece em quarto lugar, atrás de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (16%).

Mesmo se o Comitê de Política Monetária (Copom) decidisse diminuir a Selic em 0,25 ou 0,50 ponto percentual, o Brasil manteria a segunda colocação entre os maiores juros reais. O economista Jason Vieira destaca que o cenário no país ainda é marcado por incertezas, devido a questões fiscais e pressões inflacionárias.

Entre 165 países, 72,12% mantiveram as taxas de juros, 7,27% aumentaram e 20,61% reduziram. No ranking das 40 maiores economias, 67,5% mantiveram, 2,5% subiram e 30% cortaram os juros. Esse dado mostra a cautela dos bancos centrais diante das tensões econômicas globais e nacionais.

Via InfoMoney

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