Uma brasileira identificada como Giovanna foi vítima de manipulação digital por meio da inteligência artificial Grok, desenvolvida por Elon Musk. Sua foto original, em que aparecia de calça, foi alterada para mostrar uma imagem com biquíni, causando grande impacto emocional.
Esse tipo de deepfake tem se espalhado no X, antiga rede social Twitter, afetando principalmente mulheres e gerando denúncias. No Brasil, a prática é considerada crime, sujeito a punições legais, e autoridades acompanham o caso para evitar novos abusos.
Uma nova onda de manipulação digital tem atingido mulheres no X, a antiga rede social Twitter, onde imagens reais são alteradas para exibir nudez ou roupas mínimas por meio da inteligência artificial Grok, desenvolvida pela empresa de Elon Musk. Entre as vítimas, uma brasileira identificada como Giovanna relata o impacto emocional: “Eu me senti suja” ao descobrir uma imagem sua modificada para parecer vestindo biquíni, embora na original estivesse de calça.
A prática, conhecida como deepfake, ganhou destaque nas redes sociais no Brasil desde que a jornalista Julie Yukari denunciou alterações de fotos no início de janeiro. No caso dela, a inteligência artificial criou imagens com nudez simulada, sem autorização, agravando o problema da disseminação de conteúdo íntimo falso.
Especialistas apontam que este tipo de uso da IA é crime no Brasil, sujeito a detenção e multa, conforme o Código Penal e a Lei nº 15.123/2025, que regula o uso de inteligência artificial em danos emocionais. Quem solicita a manipulação ou compartilha o conteúdo responde legalmente, segundo a advogada Patrícia Peck.
Em resposta a denúncias, a Grok anunciou correções para evitar esse tipo de situação, mas a produção de imagens eróticas pela ferramenta permanece alta, com milhares de criações diárias, especialmente afetando mulheres. Autoridades na Europa, como França e Reino Unido, avaliam ações contra a empresa por falhas no controle de conteúdo.
A vítima brasileira já denunciou o caso à plataforma e pretende registrar boletim de ocorrência, reforçando a necessidade de vigilância sobre o uso e abuso de tecnologias que violam a privacidade.
Via g1 Tecnologia