A BRK Ambiental protocolou pedido de abertura de capital em dezembro e viu seu prejuízo no 4º trimestre de 2025 disparar para R$ 24 milhões, alta de 1100% em relação ao ano anterior. O aumento das despesas foi o principal fator para o resultado negativo.
No acumulado do ano, a empresa registrou prejuízo de R$ 108 milhões, frente ao lucro de R$ 7 milhões em 2024. Apesar disso, a receita cresceu 10%, impulsionada pelo reajuste médio nas tarifas, e o Ebitda operacional aumentou 14,8%.
O resultado financeiro negativo subiu 26,7%, impactado por maior endividamento e inflação. A empresa mantém a alavancagem financeira controlada e planeja captar R$ 2,5 bilhões com a abertura de capital para fortalecer seu crescimento.
A BRK Ambiental, que protocolou pedido de abertura de capital na bolsa em dezembro, registrou aumento no prejuízo do quarto trimestre de 2025. O resultado negativo passou de R$ 2 milhões para R$ 24 milhões, alta de 1100%, influenciado principalmente pelo aumento das despesas. Apesar disso, o CEO Alexandre Thiollier considera 2025 como o início de uma nova etapa para a companhia.
No acumulado do ano, o prejuízo somou R$ 108 milhões, frente ao lucro de R$ 7 milhões registrado em 2024. Por outro lado, a receita subiu 10%, alcançando R$ 1 bilhão, impulsionada pelo reajuste médio de 5,3% nas tarifas.
O Ebitda operacional chegou a R$ 555 milhões, com crescimento de 14,8%, e a margem Ebitda Ajustado alcançou 55,2%, alta de 2,3 pontos percentuais. Segundo Thiollier, estes resultados refletem a disciplina de custos e a eficiência operacional adotadas.
O resultado financeiro negativo aumentou 26,7%, atingindo R$ 1,34 bilhão, devido a novas dívidas e inflação nos indexadores. A dívida bruta consolidada totalizou R$ 14,24 bilhões em dezembro, com 32% concentrada na holding e o restante nas sociedades específicas que gerenciam concessões pelo país.
A alavancagem financeira caiu para seis vezes, ante 6,4 vezes ao final de 2024. Fundada em 2008 a partir do spin-off da Odebrecht, a BRK está presente em mais de 100 municípios de vários estados brasileiros e é a segunda maior empresa privada de saneamento do Brasil.
A abertura de capital pode captar cerca de R$ 2,5 bilhões, com oferta primária e possivelmente secundária, ampliando as possibilidades de crescimento orgânico e por aquisições.
Via Money Times