BTG Pactual atualiza preço-alvo da Aura Minerals e destaca mudança no mercado do ouro

BTG Pactual eleva preço-alvo da Aura Minerals e aponta mudança no mercado do ouro com potencial de valorização e dividendos atrativos.
29/01/2026 às 11:42 | Atualizado há 3 horas
               
BTG Pactual eleva preço-alvo da Aura Minerals para US$ 87 e mantém compra. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

O BTG Pactual aumentou o preço-alvo da Aura Minerals (AURA33) de US$ 48 para US$ 87 por ação, indicando um potencial de valorização de 25,6% em 12 meses, além dos dividendos. A recomendação de compra permanece.

Os analistas do BTG ressaltam que o atual rali do ouro representa uma mudança de cenário, motivada por fatores como déficits fiscais, tensões geopolíticas e a diversificação do dólar. Este novo ambiente prevê maior volatilidade e possíveis correções no mercado.

A Aura Minerals tem perspectivas positivas, com crescimento na produção e dividendos atrativos entre 6% e 8%. O valuation da empresa indica espaço para valorização, com indicadores que mostram preços ainda interessantes para investidores.

O BTG Pactual atualizou o preço-alvo da Aura Minerals (AURA33), elevando-o de US$ 48 para US$ 87 por ação, mantendo a recomendação de compra. Com o último fechamento em US$ 69,25, o banco enxerga um potencial de valorização de 25,6% em 12 meses, além dos dividendos.

Os analistas Leonardo Corrêa e Marcelo Arazi destacam que o rali do ouro não é apenas um ciclo comum, mas sim uma mudança de cenário, impulsionada por déficits fiscais elevados, tensões geopolíticas e a busca pela diversificação do dólar. No entanto, alertam para uma maior volatilidade no mercado, com possibilidade de “pullbacks” bruscos.

O principal motivo para a revisão da projeção está na atualização da curva de preços do ouro, que o BTG ajustou para US$ 5.000 a onça entre 2026 e 2031, caindo para US$ 4.500 a longo prazo, na cotação real. Além disso, a compra de ouro por bancos centrais pode retirar até 25% da oferta anual disponível para o mercado, criando uma demanda menos sensível ao preço.

Para a Aura Minerals, a combinação entre o potencial de crescimento da produção — com dois novos ativos prometidos para 2026 —, baixo risco financeiro e dividendos atrativos reforça a tese do BTG. A expectativa é quase dobrar a produção, atingindo cerca de 600 mil onças no longo prazo, e oferecer dividendos com yield entre 6% e 8% durante o ciclo.

O valuation da empresa ainda mostra espaço para valorização, já que negocia com desconto de aproximadamente 20% no indicador preço sobre valor líquido dos ativos (P/NAV 0,8x) e um múltiplo EV/Ebitda de 4,6x para 2026, o que indica preços ainda interessantes para investidores.

Via Money Times

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.