BTG Pactual avalia espaço limitado para alta do petróleo e destaca ação no setor

BTG analisa teto para preço do petróleo e aponta ação com bom desempenho no setor.
17/01/2026 às 15:09 | Atualizado há 2 horas
               
BTG vê espaço limitado para Brent acima de US$ 70 devido à oferta global ampla. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

O BTG Pactual projeta que o preço do petróleo tipo Brent deve se manter entre US$ 60 e US$ 70 por barril, devido à oferta global ampla e estímulos para aumento da produção.

O banco destaca a Prio (PRIO3) como a ação preferida, por sua eficiência operacional, fluxo de caixa estável, redução da dívida e potencial de dividendos. A Petrobras recebeu recomendação neutra, apontando limitações para valorização no curto prazo.

O BTG Pactual avalia que o preço do Brent tem espaço limitado para avançar acima de US$ 70 por barril devido à ampla oferta global e ao estímulo para o aumento da produção nesses patamares. A expectativa é que a commodity se mantenha na faixa entre US$ 60 e US$ 70.

Em relatório, o banco destaca a Prio (PRIO3) como sua ação preferida do setor, destacando a eficiência operacional, a geração de fluxo de caixa livre, a redução da dívida e a capacidade de distribuir dividendos aos acionistas. O primeiro óleo do campo de Wahoo está previsto para o primeiro trimestre de 2026, com produção estimada em cerca de 40 mil barris por dia em março ou abril. A otimização do campo Peregrino também é mencionada, reforçando o cenário positivo para a empresa, que deve apresentar dividend yield próximo a 11%.

O BTG mantém recomendação de compra para a Brava (BRAV3), apoiada na maior estabilidade operacional e na trajetória de desalavancagem. Por outro lado, a PetroReconcavo (RECV3) recebe avaliação mais cautelosa devido à falta de catalisadores claros e baixa visibilidade em ganhos operacionais.

Sobre a Petrobras (PETR4), o banco rebaixou a recomendação para neutra e fixou o preço-alvo em US$ 15. O BTG ressalta que a diferença entre a política de dividendos e a geração de caixa deve continuar, afetando o potencial imediato de valorização das ações. A estratégia de longo prazo da estatal é vista como alinhada aos acionistas minoritários, e a pressão no caixa é atribuída a um ciclo intensivo de investimentos no setor offshore, não a problemas estratégicos.

Via Money Times

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