O mercado financeiro reagiu positivamente ao término da parceria entre a C&A (CEAB3) e o Bradesco, impulsionando o desempenho das ações da varejista. As Ações da C&A registraram uma alta de 3%, atingindo R$ 17,53, refletindo o otimismo dos investidores em relação às novas perspectivas da empresa. Acompanhe em tempo real as oscilações do Ibovespa e o desempenho do mercado.
A decisão da C&A de encerrar a parceria com o Bradesco, que existia desde 2009, marca uma nova fase para a empresa. O acordo envolvia a oferta de produtos e serviços financeiros aos clientes da C&A. Como parte da transação, a varejista vendeu os direitos relacionados à carteira do cartão Bradescard por R$ 170 milhões. Adicionalmente, a C&A quitou antecipadamente R$ 650,6 milhões referentes à recompra dos direitos de explorar serviços financeiros de forma independente, um direito que antes era exclusivo do Bradesco e com vencimento previsto para julho de 2025.
O BTG Pactual avalia que os termos da transação são positivos para a C&A. A venda dos direitos associados à carteira de cartões Bradescard compensa parte do pagamento da recompra e concede maior autonomia à C&A na definição de futuras ofertas financeiras. Embora o crédito continue sendo um importante facilitador de vendas, o Bradescard representou apenas 13% da receita de serviços financeiros da empresa no primeiro trimestre de 2025, enquanto a C&A Pay respondeu por 87%. O banco mantém uma recomendação de compra para as Ações da C&A, com um preço-alvo de R$ 22.
O Itaú BBA também vê a decisão como um passo estratégico importante para a C&A. A medida reforça a mudança da empresa em direção à verticalização de seus serviços financeiros. A monetização do portfólio legado a um valor acima do esperado adiciona conforto em relação à execução e ajuda a organizar a última etapa da transição. O BBA também recomenda a compra das Ações da C&A, com um preço-alvo de R$ 15.
Analistas do Bradesco BBI e da Ágora Investimentos compartilham do otimismo em relação à C&A. Eles apontam que a empresa está combinando revisões de aumento do lucro, sustentadas por iniciativas internas de produtividade e lucratividade. Além disso, a varejista tem demonstrado ganhos consistentes de participação de mercado. Ambos reiteram a recomendação de compra para as Ações da C&A.
A finalização da parceria com o Bradesco e a aquisição total dos direitos sobre os serviços financeiros representam um movimento estratégico da C&A para fortalecer sua posição no mercado e ampliar sua autonomia nas operações financeiras. A resposta positiva do mercado, refletida no aumento das Ações da C&A, indica que os investidores veem com bons olhos essa nova fase da empresa.
Via Money Times