Camarão de água doce: espécies brasileiras e seu ciclo de vida

Descubra as espécies de camarão de água doce no Brasil e como vivem nos rios e lagos brasileiros.
14/03/2026 às 09:42 | Atualizado há 4 horas
               
A descrição destaca que o prato é uma iguaria típica e valorizada na culinária brasileira. (Imagem/Reprodução: Super)

O camarão de água doce é uma realidade no Brasil, presente em rios, lagos e riachos. Espécies como Macrobrachium rosenbergii e Macrobrachium carcinus são comuns e apreciadas na culinária brasileira, especialmente no Nordeste.

Esses camarões possuem um ciclo de vida peculiar, conhecido como anfidromia, em que as larvas se desenvolvem em água salgada antes de voltar para a água doce. Algumas espécies menores também são populares em aquários.

Recentemente, uma morte em massa de camarões de água doce foi registrada no rio Tietê, o que chamou atenção para a necessidade de preservação desses ambientes e investigações sobre a causa do problema.

Existe camarão de água doce, e ele faz parte da culinária brasileira, além de habitar rios, lagos e riachos. Espécies como as do gênero Macrobrachium são conhecidas como camarão-gigante ou camarão de água doce. O Macrobrachium rosenbergii pode alcançar 30 cm e 500 g. Originário do Indo-Pacífico, é cultivado no Brasil desde os anos 1970, especialmente em fazendas.

Outro camarão apreciado no país é o Macrobrachium carcinus, também chamado de pitu, que pode ultrapassar 30 cm. Ele vive na costa atlântica americana, do México ao Brasil, sendo parte da culinária regional em estados como Pernambuco e Alagoas, onde é usado em diversas preparações.

Além dos grandes, há camarões menores, como o Neocaridina davidi, conhecido como red cherry. Esse camarão pequeno, com cerca de 2 a 4 cm, é comum em aquários e ajuda a manter a limpeza ao se alimentar de algas.

Um aspecto curioso do ciclo de vida dessas espécies é a anfidromia: enquanto adultos vivem em água doce, suas larvas precisam se desenvolver em água salgada. Os ovos eclodem no rio, e as larvas seguem para o mar, onde passam por vários estágios até voltarem ao rio como pós-larvas para crescer e completar o ciclo.

Em 2026, uma morte em massa de camarões de água doce foi registrada no rio Tietê, em São Paulo, e está sob investigação.

Via Super

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