Carteira recomendada do Santander para início de 2026 inclui 11 ações com ajustes em peso e substituições

Santander atualiza carteira de 11 ações para 2026 com novas recomendações e ajustes em investimentos.
05/01/2026 às 15:02 | Atualizado há 2 dias
               
Santander atualiza carteira: saiu MULT3 e SBSP3 para as recomendações de janeiro. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

O Santander atualizou sua carteira recomendada para janeiro de 2026, retirando as ações da Multiplan e Sabesp e incluindo Eneva e Localiza. A Vale teve seu peso aumentado na carteira, refletindo ajustes estratégicos para o próximo ano.

A Eneva, ligada ao setor de exploração e produção, traz receitas fixas de ativos termelétricos e potencial de crescimento ainda não precificado. A Localiza foi destacada como preferida no setor de transporte, com previsão de crescimento na receita e EBITDA para 2026.

A carteira teve retorno de 0,32% em dezembro, abaixo do Ibovespa, mas acumulou alta de 36,42% em 2025, superando o índice de referência. As mudanças visam equilibrar a carteira frente às perspectivas do mercado financeiro.

O Santander anunciou ajustes em sua carteira recomendada para janeiro, retirando as ações da Multiplan (MULT3) e Sabesp (SBSP3). A Vale (VALE3) teve seu peso aumentado em 1 ponto percentual. Mesmo com boas perspectivas de médio e longo prazo para esses papéis, analistas apontam falta de impulso imediato que atraia investidores.

Para substituir as ações retiradas, entraram as empresas Eneva (ENEV3) e Localiza (RENT3). O banco destaca que, embora a Eneva esteja ligada ao setor de Exploração & Produção (E&P) de hidrocarbonetos, suas receitas são majoritariamente fixas provenientes dos ativos termelétricos. O potencial de crescimento da Eneva, ainda em parte não precificado, pode gerar cerca de R$ 9,2 bilhões em expansão e projetos paralisados.

A Localiza foi escolhida como a preferida no setor de Transporte, com aumento do preço-alvo de R$ 53 para R$ 69. Para 2026, a expectativa é de crescimento anual de 10% na receita e 15% no EBITDA, pautados na reprecificação, com volume estável, favorecendo a margem operacional. Os principais desafios são a divisão de Seminovos e a expansão da rede de lojas, enquanto o incremento do ROIC pode trazer oportunidades.

Em dezembro, a carteira apresentou retorno de 0,32%, inferior aos 1,91% do Ibovespa. No acumulado de 2025, teve alta de 36,42%, ante 34,55% do índice de referência.

Via Money Times

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