Como a Casa da Moeda brasileira recicla o dinheiro em circulação

Saiba como o Brasil recicla cédulas e moedas usadas por meio da Casa da Moeda e contribui com a sustentabilidade financeira.
31/12/2025 às 16:21 | Atualizado há 9 horas
               
A descrição introduz a importância de compreender a fabricação de cédulas e moedas antes do processo. Entenda como cédulas e moedas são produzidas antes de conhecer seu processo. (Imagem/Reprodução: Super)

A Casa da Moeda do Brasil, localizada no Rio de Janeiro, é responsável por produzir e reciclar cédulas e moedas. O processo começa quando o Banco do Brasil recolhe as unidades deterioradas que não podem mais circular.

As cédulas danificadas são picotadas e compactadas para serem usadas como combustível em fábricas de cimento. Já as moedas são descadastradas e vendidas para reaproveitamento industrial, evitando o descarte convencional e promovendo a sustentabilidade.

Entre 2020 e 2022, quase 92% das cédulas retiradas de circulação foram recicladas. Isso mostra um esforço importante dentro do sistema financeiro brasileiro para reutilizar materiais e reduzir o impacto ambiental.

A Casa da Moeda, localizada no Rio de Janeiro, é responsável por produzir as cédulas em papel-moeda, que são feitas de fibras de algodão, e as moedas geralmente compostas por cobre, sempre a pedido do Banco Central (BC). Após a emissão, o dinheiro é entregue ao Banco do Brasil, encarregado de distribuí-lo para demais bancos no país.

Com o tempo, as cédulas e moedas sofrem desgaste. Quando apresentam rasgos, manchas, queimaduras ou símbolos, os bancos realizam a separação dessas unidades, que são recolhidas pelo Banco do Brasil em nome do BC. Esse processo inicia a reciclagem do dinheiro.

O Banco Central contrata empresas especializadas para picotar e compactar as cédulas fora de circulação. Esses blocos prensados são usados como combustível em fornos de fábricas de cimento, evitando o descarte convencional. Quanto às moedas, a Casa da Moeda realiza a reciclagem diretamente, apagando os símbolos e números dos metais para descaracterizá-las como moeda legal antes de vender o material para reaproveitamento industrial.

Dados indicam que entre 2020 e 2022, 838 milhões de cédulas e 300 mil moedas com condição imprópria foram recolhidas. Aproximadamente 92% das cédulas retiradas de circulação são recicladas. Esse processo demonstra uma prática de reaproveitamento dentro do sistema financeiro brasileiro, contribuindo para a sustentabilidade.

Via Super

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.