O escândalo das Lojas Americanas completa três anos desde a descoberta de uma fraude de R$ 20 bilhões que impactou gravemente as finanças da empresa. A manipulação contábil gerou queda de 77% nas ações e levou a companhia à recuperação judicial em janeiro de 2023.
Ex-executivos, incluindo o ex-presidente Miguel Gutierrez, estão indiciados, mas aguardam julgamento. A Polícia Federal e o Ministério Público investigam uma organização criminosa. A empresa recebeu investimentos de R$ 12 bilhões para evitar a falência e mantém um plano de recuperação judicial ativo.
Apesar dos esforços, o valor de mercado da Americanas caiu significativamente, e as dificuldades financeiras continuam. A troca na direção financeira e o acompanhamento do presidente Fernando Dias Soares fazem parte da tentativa de reestruturação e superação da crise atual.
O escândalo da Lojas Americanas completa três anos desde a revelação de um rombo de R$ 20 bilhões nas contas da empresa, que causou queda de 77% nas ações e levou à recuperação judicial em janeiro de 2023. A fraude, que durou desde 2016 até o fim de 2022, envolve um esquema de manipulação contábil para inflar lucros e influenciar o preço das ações.
Os ex-executivos, incluindo o ex-presidente Miguel Gutierrez, foram indiciados e denunciados, mas ainda aguardam julgamento. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal apontam uma organização criminosa liderada por Gutierrez. Ele chegou a ser preso na Espanha, mas segue em liberdade mediante medidas cautelares. A Comissão de Valores Mobiliários mantém vários processos administrativos contra envolvidos.
O valor de mercado da companhia caiu de R$ 10,8 bilhões antes da fraude para cerca de R$ 1,0 bilhão atualmente. As vendas anuais também caíram, passando de R$ 25,8 bilhões em 2022 para R$ 14,3 bilhões em 2024 até o terceiro trimestre de 2025, com prejuízo líquido acumulado de R$ 227 milhões.
Para evitar falência, os sócios controladores da 3G Capital injetaram R$ 12 bilhões na empresa, acompanhados de igual aporte dos bancos credores. O plano de recuperação judicial, aprovado em fevereiro de 2024, incluiu um reconhecimento de dívidas superiores a R$ 50 bilhões envolvendo 9 mil credores, entre eles Bradesco, BTG Pactual, Itaú e Santander.
A empresa segue em recuperação judicial. Após a saída da diretora financeira anterior, Camille Loyo Faria, Sebastien Durchon assumiu como CFO em uma fase de reestruturação sob o comando do presidente Fernando Dias Soares.
Via InfoMoney