Em Ashland, Virgínia (EUA), um guaxinim entrou em uma loja de bebidas, consumiu álcool em excesso e desmaiou, chamando atenção para sua inteligência surpreendente. Pesquisas indicam que esses animais possuem neurônios semelhantes aos humanos, o que pode explicar seu comportamento e capacidade cognitiva.
Apesar de pouco estudados em laboratórios, os guaxinins apresentam habilidades únicas, como memória avançada e uso hábil das patas dianteiras, comparáveis às mãos humanas. Essas características os tornam importantes para a compreensão do funcionamento cerebral dos mamíferos.
Futuros estudos em ambientes naturais poderão ampliar o conhecimento sobre esses animais e suas adaptações urbanas, oferecendo novos insights para a ciência cognitiva e comportamento animal.
Em dezembro de 2025, um guaxinim invadiu uma loja de bebidas em Ashland, Virgínia (EUA), consumiu álcool em excesso e desmaiou no banheiro. Esse episódio chamou atenção para a inteligência sorprendente desses animais, frequentemente comparada à dos primatas devido ao número elevado de neurônios em seus cérebros, algo inédito entre mamíferos urbanos.
Apesar de serem conhecidos por sua capacidade de resolver problemas e curiosidade, os guaxinins raramente são estudados em laboratórios. A praticidade de criar roedores, que se adaptam bem e se reproduzem rapidamente, faz com que camundongos e ratos dominem as pesquisas.
Entretanto, pesquisas recentes lideradas pela Universidade de Richmond revelam que o cérebro dos guaxinins contém neurônios idênticos aos encontrados em humanos e grandes primatas, como os neurônios de von Economo, relacionados ao processamento emocional e controle de impulsos. Essa especialização neural pode explicar tanto a inteligência quanto o comportamento arriscado desses animais.
Além disso, estudos mostram que guaxinins possuem maior número de células no hipocampo, associadas à memória e aprendizado, similar a motoristas de táxi que decoram centenas de ruas.
Suas patas dianteiras, habilidosas, têm uma representação cerebral parecida com a das mãos humanas, fator que contribui para o domínio de tarefas complexas.
Esse conjunto de características sugere que os guaxinins urbanizam-se, tornando-se mais tolerantes e adaptativos, ao mesmo tempo que exibem capacidades cognitivas avançadas, indicando que são uma espécie importante para entender o funcionamento dos cérebros mamíferos, inclusive o humano.
Estudos futuros podem usar ambientes naturais para investigar melhor esses animais, ultrapassando as limitações dos laboratórios tradicionais.
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