Caso de guaxinim que ingeriu álcool evidencia importância de estudos sobre esses animais

Caso de guaxinim que consumiu álcool em excesso mostra por que esses animais merecem mais estudos científicos.
22/01/2026 às 06:22 | Atualizado há 2 horas
               
Um animal invadiu loja nos EUA e desmaiou no banheiro em dezembro. (Imagem/Reprodução: Redir)

Em Ashland, Virgínia (EUA), um guaxinim entrou em uma loja de bebidas, consumiu álcool em excesso e desmaiou, chamando atenção para sua inteligência surpreendente. Pesquisas indicam que esses animais possuem neurônios semelhantes aos humanos, o que pode explicar seu comportamento e capacidade cognitiva.

Apesar de pouco estudados em laboratórios, os guaxinins apresentam habilidades únicas, como memória avançada e uso hábil das patas dianteiras, comparáveis às mãos humanas. Essas características os tornam importantes para a compreensão do funcionamento cerebral dos mamíferos.

Futuros estudos em ambientes naturais poderão ampliar o conhecimento sobre esses animais e suas adaptações urbanas, oferecendo novos insights para a ciência cognitiva e comportamento animal.

Em dezembro de 2025, um guaxinim invadiu uma loja de bebidas em Ashland, Virgínia (EUA), consumiu álcool em excesso e desmaiou no banheiro. Esse episódio chamou atenção para a inteligência sorprendente desses animais, frequentemente comparada à dos primatas devido ao número elevado de neurônios em seus cérebros, algo inédito entre mamíferos urbanos.

Apesar de serem conhecidos por sua capacidade de resolver problemas e curiosidade, os guaxinins raramente são estudados em laboratórios. A praticidade de criar roedores, que se adaptam bem e se reproduzem rapidamente, faz com que camundongos e ratos dominem as pesquisas.

Entretanto, pesquisas recentes lideradas pela Universidade de Richmond revelam que o cérebro dos guaxinins contém neurônios idênticos aos encontrados em humanos e grandes primatas, como os neurônios de von Economo, relacionados ao processamento emocional e controle de impulsos. Essa especialização neural pode explicar tanto a inteligência quanto o comportamento arriscado desses animais.

Além disso, estudos mostram que guaxinins possuem maior número de células no hipocampo, associadas à memória e aprendizado, similar a motoristas de táxi que decoram centenas de ruas.

Suas patas dianteiras, habilidosas, têm uma representação cerebral parecida com a das mãos humanas, fator que contribui para o domínio de tarefas complexas.

Esse conjunto de características sugere que os guaxinins urbanizam-se, tornando-se mais tolerantes e adaptativos, ao mesmo tempo que exibem capacidades cognitivas avançadas, indicando que são uma espécie importante para entender o funcionamento dos cérebros mamíferos, inclusive o humano.

Estudos futuros podem usar ambientes naturais para investigar melhor esses animais, ultrapassando as limitações dos laboratórios tradicionais.

Via Folha de S.Paulo

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