Casos de osteoporose devem aumentar significativamente até 2050 no Brasil

Casos de osteoporose crescerão até 2050 no Brasil devido ao envelhecimento e hábitos de vida. Entenda os riscos e como prevenir.
04/01/2026 às 09:22 | Atualizado há 1 semana
               
Fraturas por fragilidade crescem após 50 anos; prevenção deve começar na infância. (Imagem/Reprodução: Super)

Os casos de osteoporose no Brasil têm previsão de crescimento até 2050, impulsionados pelo envelhecimento da população e hábitos de vida inadequados.

Atualmente, cerca de 10 milhões de brasileiros já convivem com a doença, que pode atingir uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima dos 50 anos. Fatores como sedentarismo e deficiências nutricionais aumentam o risco de fraturas.

A prevenção é essencial e deve começar cedo, com atividades físicas e alimentação adequada. Diagnósticos precoces possibilitam tratamentos eficazes para reduzir o impacto da osteoporose.

Os casos de osteoporose devem crescer significativamente até 2050, incluindo no Brasil. Isso ocorre devido ao envelhecimento da população, hábitos de vida inadequados e maior número de diagnósticos. A Fundação Internacional de Osteoporose prevê que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima dos 50 anos irão sofrer fraturas relacionadas à doença.

No país, já são cerca de 10 milhões de pessoas com osteoporose, e o número tende a subir conforme a população com mais de 60 anos cresce — atualmente são 33 milhões, e a previsão é ultrapassar 40 milhões até 2030. A melhoria no diagnóstico e maior conscientização ajudam a identificar casos que antes passavam despercebidos.

Fatores como sedentarismo, deficiência de cálcio e vitamina D, além de doenças crônicas, contribuem para o aumento das fraturas por fragilidade, que já atingem cerca de 400 mil casos anuais no Brasil. O relatório indica que, se nada mudar, esse número pode crescer até 60% até 2030.

A prevenção deve começar na infância, já que a formação óssea é intensa até os 30 anos, formando uma reserva para a vida adulta. Nas mulheres, a perda óssea acelera após a menopausa, elevando o risco de fraturas. A genética é responsável por 80% do pico ósseo, mas o restante depende de fatores como atividade física e alimentação adequada.

O diagnóstico precoce é feito através de exames como a densitometria óssea e a ferramenta FRAX, que avalia o risco de fraturas, permitindo tratamentos personalizados. Medicamentos devem ser indicados conforme o histórico, nível de risco e condições do paciente para reduzir perdas ósseas e evitar complicações.

Via Super

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.