O ministro do Petróleo do Catar advertiu que o fechamento do Estreito de Ormuz pode elevar o preço do petróleo a US$ 150 por barril. Cerca de 20% do comércio mundial de petróleo depende dessa passagem estratégica, atualmente bloqueada após ataques recentes.
O ministro Saal al-Kaabi destacou que a segurança dos navios petroleiros está em risco e que a retomada das exportações pode levar semanas ou até meses. O valor do petróleo Brent já subiu para mais de US$ 90, refletindo o aumento da tensão na região.
Além do impacto no petróleo, o mercado de gás natural também está em alerta, com aumento dos custos de seguro para o transporte marítimo. No Brasil, a alta dos preços internacionais pressiona os valores internos de combustíveis e desafia o setor de refino da Petrobras.
O ministro do Petróleo do Catar alertou que a guerra no Oriente Médio pode causar uma grave crise global, com o preço do petróleo podendo alcançar US$ 150 caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado. Cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passa por essa região estratégica, atualmente bloqueada desde ataques recentes.
Em entrevista ao Financial Times, o ministro Saal al-Kaabi destacou o risco para a segurança de navios petroleiros e afirmou que a normalização das exportações, mesmo após o fim do conflito, pode levar semanas ou meses. O preço do petróleo Brent já disparou para mais de US$ 90, um aumento significativo ante os US$ 70 anteriores à crise.
Especialistas como Bob McNally, ex-assessor da Casa Branca, indicam que o mercado ainda subestima os riscos na região, apesar da passagem de petroleiros pelo estreito ter praticamente zerado. Bancos como o Goldman Sachs aumentaram projeções para os preços, prevendo elevações se o bloqueio persistir.
Além dos impactos no petróleo, o mercado de gás natural também sofre, com contratos locais mantidos, mas a possibilidade de ajustes no abastecimento inquieta empresas do setor. A escalada geopolítica elevou as taxas de seguro para transporte marítimo na região, refletindo a maior exposição a danos e riscos.
A China, principal compradora dos barris, tenta negociar a liberação do tráfego. No Brasil, a disparada nos preços internacionais amplia a diferença entre valores internos de combustíveis e os preços no mercado global, pressionando o setor de refino da Petrobras.
Via Brazil Journal