CEO da B3 prevê retomada dos IPOs no Brasil em 2026 com perspectivas positivas

CEO da B3 projeta crescimento de IPOs em 2026 com maior interesse de investidores e melhora na economia brasileira.
05/02/2026 às 18:41 | Atualizado há 10 horas
               
Desde 2021, a bolsa brasileira não registra novo IPO após a Vittia abrir capital. (Imagem/Reprodução: Forbes)

O CEO da B3, Gilson Finkelsztain, acredita em um cenário promissor para IPOs no Brasil em 2026. O interesse volta a crescer após a saída do PicPay dos EUA, com expectativa de até 15 operações de oferta pública no país.

Empresas maduras, especialmente nos setores de infraestrutura, saneamento e logística, estão preparadas para abrir capital. O movimento global de capitais para mercados emergentes e a possível redução da taxa Selic devem incentivar investimentos na bolsa brasileira.

Se o ambiente econômico continuar estável, o fluxo estrangeiro e o aumento do investimento local devem fortalecer a liquidez do mercado, valorizando as aberturas de capital na B3 e atraindo novos investidores.

A recente saída das ações do PicPay nos Estados Unidos marcou uma possível retomada no interesse por IPOs no Brasil em 2026. O CEO da B3, Gilson Finkelsztain, acredita que dias melhores virão para a bolsa brasileira, impulsionados por um fluxo estrangeiro crescente, ainda que pequeno diante da saída expressiva de capital dos EUA.

Segundo ele, uma série de empresas maduras, especialmente do setor de infraestrutura, estão preparadas para abrir capital. Mais de 50 companhias já possuem estrutura e governança adequadas, mas a limitação atual é a demanda, já que investidores locais ainda preferem renda fixa, atraídos pela taxa Selic alta.

O movimento recente de realocação global de capitais para mercados emergentes pode injetar bilhões no mercado de ações brasileiro, abrindo espaço para novas ofertas públicas. A perspectiva de corte gradual da Selic pode estimular o investidor doméstico a migrar para a renda variável, elevando liquidez e incentivos para IPOs.

Empresas robustas, com operações bilionárias, devem ser as primeiras a aproveitar essa janela, com destaque para infraestrutura, saneamento e logística. Em seguida, outros setores como energia, farmacêutica e siderurgia também podem entrar na rodada. A expectativa é que a maioria das aberturas de capital aconteça na B3, valorizando o investidor nacional.

Se o cenário macroeconômico se mantiver estável e os fluxos internacionais continuarem, o mercado brasileiro pode registrar entre 10 e 15 operações de IPO e follow-on ao longo de 2026, movimentando expressivamente a bolsa local.

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.