Nos últimos dois anos e meio, 40% das empresas do Ibovespa trocaram seus CEOs, um índice elevado para o Brasil, onde a liderança costuma ser estável. As novas lideranças são promovidas internamente e atuam num cenário de juros altos e restrição de capital, focando na sustentabilidade, não no crescimento rápido.
Essa transformação sinaliza o fim do perfil do CEO autoritário, dando espaço a líderes que promovem a colaboração e a gestão integrada com conselhos mais presentes. Executivos como Marcelo Martins (Cosan) e Marcelo Noronha (Bradesco) enfrentam desafios como reestruturação e controle de custos.
O objetivo dos conselhos é encontrar CEOs que reorganizem a estrutura financeira, simplifiquem processos e entreguem resultados sustentáveis. A média de permanência na função diminui, refletindo uma liderança mais dinâmica, preparada para desafios econômicos e de mercado mais exigentes.
Nos últimos dois anos e meio, quatro em cada dez empresas do Ibovespa trocaram de CEO, um índice alto para o mercado brasileiro, conhecido pela estabilidade na liderança das maiores companhias. Um levantamento da Flow Executive Finders mostrou que, entre essas mudanças, oito líderes novas assumiram a função, todas promovidas internamente. Esse movimento ocorre em um contexto de juros altos e restrição de capital, o que redefine o foco para a sustentabilidade, e não o crescimento acelerado.
Essa troca na liderança marca o fim do modelo do CEO one man show, segundo Bernardo Cavour, sócio da Flow. Executivos veteranos que antes concentravam decisões dão lugar a perfis mais alinhados à colaboração e à gestão integrada com os conselhos, que estão mais presentes no dia a dia das estratégias.
Entre os novos CEOs no Ibovespa estão nomes como Marcelo Martins (Cosan), Marcelo Noronha (Bradesco) e Alberto Kuba (WEG), que enfrentam desafios como reestruturação, controle de custos e adaptação a um cenário econômico apertado. A média do tempo de permanência dos CEOs tem diminuído globalmente, o que evidencia uma tendência de liderança mais dinâmica e adaptável às pressões do mercado.
Para os conselhos, a prioridade é encontrar profissionais capazes de reorganizar a estrutura financeira das empresas, simplificar processos e garantir previsibilidade. Essa nova geração de líderes precisa, portanto, lidar com margens comprimidas e maior exigência por resultados, um ritmo que pode formar uma base sólida para futuras lideranças no país. O desafio vai além de assumir a posição: é permanecer e entregar resultados sustentáveis no longo prazo.
Via InvestNews