Chanceler cubano critica ajuda dos EUA a Cuba por motivações políticas

Chanceler de Cuba afirma que ajuda dos EUA tem fins políticos e não é auxílio humanitário genuíno.
07/02/2026 às 17:41 | Atualizado há 3 horas
               
Bruno Rodríguez critica sanções dos EUA e pede mudança na política contra Cuba. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

O chanceler cubano Bruno Rodríguez declarou que a ajuda de US$ 6 milhões oferecida pelos Estados Unidos à Cuba tem objetivo político e não é um auxílio humanitário verdadeiro. Ele criticou a ação como parte da política agressiva dos EUA contra a ilha.

A ajuda será distribuída em duas parcelas de US$ 3 milhões, por meio da Igreja Católica local, após os EUA aplicarem tarifas a países que vendem petróleo a Cuba, pressionando sua economia.

Rodríguez também condenou o endurecimento das sanções americanas e afirmou que essas medidas visam sufocar a economia cubana e dificultar a vida da população, destacando ainda tensões nas negociações sobre controle de armas.

O chanceler cubano Bruno Rodríguez afirmou que a ajuda de US$ 6 milhões oferecida pelos Estados Unidos à população de Cuba possui um objetivo político e oportunista. A declaração foi feita em postagem na rede social X, na qual Rodríguez criticou a medida como parte da política agressiva de Washington contra a ilha.

O auxílio será enviado em duas remessas de US$ 3 milhões, entregues em cooperação com a Igreja Católica local e distribuídas por paróquias em Cuba. A oferta ocorre logo após o governo dos EUA ter imposto tarifas sobre importações de países que vendem petróleo à ilha, numa tentativa de pressionar a economia cubana, referida pelo governo cubano como “bloqueio energético”.

Segundo Rodríguez, a política de sanções prolongada endurece as condições de vida em Cuba e busca sufocar sua economia. Ele afirmou que não se trata de uma ajuda humanitária genuína, mas de uma ação limitada e estratégica com fins políticos. Ainda condenou a decisão dos EUA de não prorrogarem o Novo START, tratado para redução de armas estratégicas, acusando o país de preferir a escalada de uma corrida armamentista.

Em relação à crise energética, o governo cubano implantou racionamento para conter a escassez de combustíveis provocada pelas restrições americanas. O chanceler destacou a importância do Tratado sobre a Proibição das Armas Nucleares (TPAN) como um instrumento para a eliminação completa e verificável das armas nucleares.

Essas movimentações refletem a tensão entre Cuba e Estados Unidos, com ações dos EUA sendo vistas por Havana como tentativas de enfraquecer o país através de medidas econômicas e políticas estratégicas.

Via Sputnik Brasil

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