O ChatGPT lançou um recurso chamado ChatGPT Health que analisa dados pessoais de saúde, como os coletados por um Apple Watch ao longo de 10 anos. Ao avaliar os dados de um jornalista, a ferramenta deu nota zero para sua saúde cardíaca, gerando preocupações.
Especialistas criticam a precisão da análise, apontando que o bot utiliza métricas não indicadas para diagnóstico, como estimativas instáveis do Apple Watch. Mesmo com dados adicionais, as avaliações melhoraram pouco, mostrando limitações do sistema.
O cardiologista Eric Topol ressalta que a tecnologia não está pronta para substituir a consulta médica e pode causar ansiedade. A OpenAI reconhece os problemas e trabalha para aprimorar a precisão da ferramenta.
O ChatGPT lançou um recurso chamado ChatGPT Health que promete analisar dados pessoais de saúde, como os coletados ao longo de 10 anos por um Apple Watch. A ferramenta quer ajudar usuários a identificar padrões em sua saúde, mas, ao avaliar os dados de um jornalista, deu uma nota zero para sua saúde cardíaca, causando alarmes infundados.
Especialistas em medicina e inteligência artificial criticam a precisão da análise, destacando que o bot usa métricas que não foram feitas para diagnóstico, como estimativas de VO₂ máximo do Apple Watch e variabilidade da frequência cardíaca, que podem conter erros.
Mesmo com a adição de prontuários médicos, a nota melhorou pouco, de zero para três, mostrando limitações do sistema. O cardiologista Eric Topol afirmou que essa abordagem não está pronta para orientar decisões médicas e pode gerar ansiedade desnecessária.
O sistema varia suas respostas e frequentemente esquece informações básicas do usuário, como idade e sinais vitais, o que reforça a falta de estabilidade nas avaliações. A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT Health, reconhece o problema e trabalha para melhorar a confiabilidade da ferramenta.
Apesar do potencial da inteligência artificial na área da saúde, produtos como esse ainda estão longe de substituir profissionais médicos, servindo mais como auxílio para entender dados do que para fornecer diagnósticos precisos.
Via Folha de S.Paulo