Chefe de painel dos EUA apoia vacinação opcional contra pólio e sarampo

Presidente do comitê nos EUA defende vacinação opcional para pólio e sarampo após diálogo médico-paciente.
23/01/2026 às 17:42 | Atualizado há 8 horas
               
A fala contradiz o consenso médico sobre vacinação, priorizando escolha individual. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O presidente do Comitê Consultivo em Práticas de Imunização nos EUA, Kirk Milhoan, sugeriu que as vacinas contra pólio e sarampo sejam aplicadas apenas após conversa entre médico e paciente, tornando-as opcionais. Ele destaca a importância da liberdade de escolha, mesmo reconhecendo os riscos graves dessas doenças.

A atual obrigatoriedade dessas vacinas ajudou a prevenir mortes e paralisações ao longo dos anos, mas a proposta de Milhoan foi criticada por especialistas, que afirmam que a mudança colocaria crianças em risco desnecessário. A controvérsia levanta questões sobre a balanceamento entre liberdade individual e saúde pública nos Estados Unidos.

O presidente do Comitê Consultivo em Práticas de Imunização (ACIP), Kirk Milhoan, defendeu que as vacinas contra pólio e sarampo sejam opcionais nos Estados Unidos, aplicadas apenas após diálogo entre médico e paciente. Ele reconhece riscos graves, como morte por sarampo e paralisia causada pela pólio, mas ressalta a importância do direito à liberdade de escolha.

Milhoan comparou as consequências da não vacinação com outras escolhas pessoais que também envolvem riscos à saúde, afirmando que a ausência de opção torna o consentimento informado uma “ilusão” e classifica a obrigatoriedade da vacinação como “agressão médica”.

Atualmente, vacinas contra pólio e sarampo são obrigatórias para crianças frequentarem escolas públicas, uma medida que ajudou a evitar milhões de mortes e incapacidades ao longo dos anos. Essas vacinas contam ainda com amplo apoio bipartidário nos EUA.

Especialistas externos criticaram duramente a posição de Milhoan, afirmando que tornar essas imunizações opcionais colocaria crianças em risco desnecessário. Sean O’Leary, presidente do comitê de doenças infecciosas da Academia Americana de Pediatria, declarou que tais vacinas são essenciais para proteger vidas e que defender essa mudança tem base ideológica, não científica.

Até o momento, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (HHS) não comentou as declarações do presidente do ACIP.

Via InfoMoney

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