A Chevron continua sendo a única grande petrolífera dos EUA operando na Venezuela em 2025, mesmo após outras empresas saírem devido a políticas de nacionalização e sanções. A manutenção das operações ocorreu graças a autorizações federais e mudança de posição do governo americano.
Há 20 anos, a Chevron apostou no mercado venezuelano, firmando contratos que garantem participação acionária, o que pode gerar ganhos maiores com a valorização do petróleo. A recente reaproximação política da Venezuela com os EUA abriu espaço para investimentos e expansão da produção.
Apesar dos riscos políticos e das atuais sanções, a Venezuela detém as maiores reservas de petróleo do mundo. A Chevron pode se beneficiar se conseguir ampliar operações, atraindo investidores e enfrentando desafios como a necessidade de altos investimentos e estabilidade jurídica.
No início de 2025, a Chevron enfrentava dificuldades na Venezuela, sendo a última grande empresa petrolífera dos EUA operando no país. Outras gigantes, como Exxon Mobil e ConocoPhillips, já haviam saído devido à nacionalização e restrições impostas pelo governo venezuelano. A Chevron manteve suas operações graças a autorizações federais temporárias, mas o ex-presidente Donald Trump anunciara bloqueio à produção em fevereiro.
Porém, alguns meses depois, Trump reviu a decisão e liberou a empresa para continuar. Esse movimento colocou a Chevron em destaque após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas, abrindo espaço para maiores investimentos americanos no setor. Essa reviravolta decorreu de intensos diálogos entre Trump e o CEO da Chevron, Mike Wirth.
Há 20 anos, a Chevron apostou na Venezuela, mesmo durante a nacionalização promovida por Hugo Chávez, que reduziu a participação de investidores estrangeiros sem compensação. Enquanto outras empresas deixaram o país, a Chevron firmou contratos que garantiam participação acionária, não apenas taxa fixa, o que poderia gerar ganhos maiores conforme a valorização do petróleo.
Apesar dos riscos políticos e atuais sanções, a Venezuela possui as maiores reservas petrolíferas do mundo, o que mantém o país sob interesse global. A Chevron é atualmente a única empresa dos EUA autorizada a exportar petróleo venezuelano, o que pode lhe garantir uma vantagem se a situação política permitir expansão da produção.
Os investidores têm reagido positivamente, com as ações da Chevron subindo mais que o mercado geral, reflexo da expectativa de crescimento em seus projetos venezuelanos. No entanto, o aumento da produção depende de elevados investimentos e estabilidade jurídica, requisitos fundamentais para decisões de longo prazo.
Via InfoMoney