Autoridades norte-americanas estão em negociações com a Chevron para prorrogar uma licença especial que permite à empresa atuar no setor de petróleo da Venezuela, apesar das sanções vigentes. A conversa ocorre em um momento estratégico para os Estados Unidos, que buscam revitalizar a indústria petrolífera venezuelana.
Atualmente, a Chevron opera no país sul-americano conforme as regras presentes na licença, que a isenta das sanções. A produção venezuela é afetada por problemas de infraestrutura e corrupção, o que tem limitado a extração a cerca de 1 milhão de barris diários, bem abaixo do passado.
O interesse americano na extensão dessa licença reflete uma tentativa de fortalecer sua presença energética global e apoiar a recuperação do setor na Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo, mas enfrenta desafios significativos para investimentos e produção.
Autoridades dos Estados Unidos estão negociando com a Chevron sobre a possibilidade de estender a licença especial que permite a empresa operar no setor petrolífero da Venezuela. A conversa acontece enquanto o presidente Donald Trump se prepara para um encontro com líderes da indústria do petróleo na Casa Branca, marcado para esta sexta-feira, poucos dias depois da captura do líder acusado Nicolás Maduro.
A Chevron continua suas operações na Venezuela sob essa licença, que a isenta das sanções americanas, e informou que atua em conformidade com as leis vigentes. A Casa Branca, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre as negociações.
A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, mas enfrenta um desafio significativo para manter a produção atual. De acordo com a consultoria Rystad Energy, seriam necessários cerca de US$ 53 bilhões em investimentos nos próximos 15 anos para sustentar a produção.
Atualmente, a produção venezuelana está em torno de 1 milhão de barris por dia, bem inferior ao pico de quase 4 milhões registrado em 1974. A queda se deve a um longo período de corrupção, falta de investimentos, incêndios e roubos, que comprometem severamente a infraestrutura de petróleo do país.
Essas negociações ressaltam o interesse dos EUA em revitalizar a indústria petrolífera venezuelana como parte de sua estratégia energética.
Via InvestNews