Chevron negocia com governo dos EUA para prorrogar licença de operação na Venezuela

Chevron negocia extensão de licença para operar no petróleo da Venezuela nos EUA, mantendo produção sob sanções.
08/01/2026 às 09:30 | Atualizado há 1 dia
               
Chevron opera na Venezuela com licença especial que a isenta das sanções dos EUA. (Imagem/Reprodução: Investnews)

Autoridades norte-americanas estão em negociações com a Chevron para prorrogar uma licença especial que permite à empresa atuar no setor de petróleo da Venezuela, apesar das sanções vigentes. A conversa ocorre em um momento estratégico para os Estados Unidos, que buscam revitalizar a indústria petrolífera venezuelana.

Atualmente, a Chevron opera no país sul-americano conforme as regras presentes na licença, que a isenta das sanções. A produção venezuela é afetada por problemas de infraestrutura e corrupção, o que tem limitado a extração a cerca de 1 milhão de barris diários, bem abaixo do passado.

O interesse americano na extensão dessa licença reflete uma tentativa de fortalecer sua presença energética global e apoiar a recuperação do setor na Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo, mas enfrenta desafios significativos para investimentos e produção.

Autoridades dos Estados Unidos estão negociando com a Chevron sobre a possibilidade de estender a licença especial que permite a empresa operar no setor petrolífero da Venezuela. A conversa acontece enquanto o presidente Donald Trump se prepara para um encontro com líderes da indústria do petróleo na Casa Branca, marcado para esta sexta-feira, poucos dias depois da captura do líder acusado Nicolás Maduro.

A Chevron continua suas operações na Venezuela sob essa licença, que a isenta das sanções americanas, e informou que atua em conformidade com as leis vigentes. A Casa Branca, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre as negociações.

A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, mas enfrenta um desafio significativo para manter a produção atual. De acordo com a consultoria Rystad Energy, seriam necessários cerca de US$ 53 bilhões em investimentos nos próximos 15 anos para sustentar a produção.

Atualmente, a produção venezuelana está em torno de 1 milhão de barris por dia, bem inferior ao pico de quase 4 milhões registrado em 1974. A queda se deve a um longo período de corrupção, falta de investimentos, incêndios e roubos, que comprometem severamente a infraestrutura de petróleo do país.

Essas negociações ressaltam o interesse dos EUA em revitalizar a indústria petrolífera venezuelana como parte de sua estratégia energética.

Via InvestNews

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