Chevron tem oportunidade de crescimento na Venezuela, mas com desafios a longo prazo

Chevron pode se beneficiar da mudança na Venezuela, mas investimentos e tempo são necessários para ganhos reais.
05/01/2026 às 08:02 | Atualizado há 1 mês
               
A Chevron foi a única que aceitou a nacionalização do petróleo por Chávez em 2007. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

A Chevron mantém presença na Venezuela desde a nacionalização do petróleo em 2007, operando com participação minoritária junto à estatal PDVSA. Com mudanças políticas previstas após a prisão de Nicolás Maduro, a empresa pode ampliar seus negócios no país.

No entanto, serão necessários anos para que reformas, investimentos e recuperação da infraestrutura viabilizem um crescimento significativo. A produção atual corresponde a cerca de 20% do total venezuelano, mas há restrições para monetizar plenamente essa produção.

O mercado já reage otimista, mas o caminho para a recuperação do setor petrolífero venezuelano ainda é longo e cheio de desafios, mesmo com apoio americano para uma transição política estável.

Quando Hugo Chávez nacionalizou o petróleo em 2007, a Chevron foi a única grande petrolífera a aceitar a medida, mantendo uma participação minoritária em joint ventures com a estatal PDVSA. Enquanto ExxonMobil e ConocoPhillips deixaram a Venezuela e partiram para arbitragens, a Chevron adotou uma postura pragmática para continuar operando no país.

Agora, com a intervenção dos Estados Unidos e a prisão de Nicolás Maduro, a empresa pode estar diante de uma oportunidade inédita para expandir sua presença. O governo americano já sinalizou que conduzirá uma transição política para um regime mais alinhado aos interesses dos EUA, o que pode favorecer a recuperação do setor petrolífero venezuelano, duramente afetado por má gestão e sanções nos últimos anos.

A Chevron, presente na região desde os anos 1920, produz atualmente entre 200 mil e 250 mil barris diários, cerca de 20% da produção do país. No entanto, sua receita é limitada, pois não controla diretamente as reservas e enfrenta restrições para monetizar sua produção.

Especialistas apontam que, mesmo com mudanças políticas favoráveis, serão necessários anos de investimentos, reformas regulatórias e reparos em infraestrutura para que a Venezuela volte a ter papel relevante no mercado global.

Enquanto isso, as ações da Chevron já refletem otimismo, com alta de 11% no pré-mercado após os recentes eventos. A potencial reabertura do setor de petróleo venezuelano representa um cenário interessante, embora o caminho para uma recuperação expressiva ainda apresente desafios substanciais.

Via Brazil Journal

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