China adota salvaguardas para importação de carne bovina em decisão difícil, avalia especialista

China aplica cotas e tarifas para carne bovina importada, ajustando comércio sem prejudicar Brasil.
02/01/2026 às 14:21 | Atualizado há 2 horas
               
A China aplicou cotas e tarifas à carne bovina em decisão complexa desde 1º de janeiro. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

A China implementou cotas e tarifas sobre a importação de carne bovina desde 1º de janeiro, uma medida tomada em resposta à pressão interna dos setores produtivos locais. Essa ação não é dirigida exclusivamente contra o Brasil, maior fornecedor do país.

A medida inclui uma tarifa extra de 55% para volumes que ultrapassarem as cotas estabelecidas até 2028, impactando também a Argentina, Austrália e Estados Unidos. Especialistas indicam que o foco deve ser em parcerias bilaterais e produtos com valor agregado para o mercado chinês.

Apesar das restrições, as importações chinesas de carne bovina continuam crescendo, reforçando a importância do abastecimento externo. A relação comercial com o Brasil deve permanecer estável, considerando o fortalecimento institucional do país no cenário asiático.

A adoção de cotas e tarifas sobre a importação de carne bovina pela China, em vigor desde 1º de janeiro, foi uma medida tomada sob forte pressão interna e não contra o Brasil especificamente. A iniciativa visa atender interesses locais diante do aumento das importações que gerou insatisfação em setores da cadeia produtiva chinesa, especialmente em províncias dependentes da produção regional.

A medida estabelece cotas por país e uma tarifa adicional de 55% para volumes superiores a esses limites, válida até 31 de dezembro de 2028. O Brasil, maior fornecedor da China, terá cota de 1,106 milhão de toneladas em 2026, inferior às 1,499 milhão exportadas em 2025 até novembro. Outras nações, como Argentina, Austrália e Estados Unidos, também enfrentam restrições.

Segundo Larissa Wachholz, especialista em China da Vallya Agro, as ações são uma resposta conjunta às demandas dos produtores chineses e às autoridades provinciais, não um movimento isolado contra o Brasil. A especialista destaca a competitividade brasileira e sugere que o país deve focar na parceria bilateral, expandindo investimentos e desenvolvimento de produtos com valor agregado, adaptados ao consumidor chinês, com participação de sócios locais.

Apesar do cenário tarifário global tenso em 2025, a China manteve crescimento nas importações de carne bovina, reforçando a importância do abastecimento desse produto para suprir demandas que a produção local não cobre. O novo contexto não deve comprometer a relação comercial entre Brasil e China, especialmente com o fortalecimento da presença institucional brasileira no país asiático.

Via Money Times

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.