China anuncia novas restrições para importação de carne bovina e protege produção interna

China impõe tarifas sobre importação de carne bovina para proteger setor doméstico e limitar oferta externa.
01/01/2026 às 14:04 | Atualizado há 9 horas
               
Exportações brasileiras de carne bovina para a China somam 1,33 milhão de toneladas. (Imagem/Reprodução: Forbes)

A China anunciou uma tarifa extra de 55% sobre as importações de carne bovina que ultrapassarem a cota anual de 2,7 milhões de toneladas, válida até 2029. A medida vai afetar países como Brasil, Austrália e Estados Unidos, principais fornecedores para o mercado chinês.

O objetivo da ação é proteger o setor pecuário local, que enfrenta recuperação diante do excesso de oferta externa. O Brasil, que lidera as exportações para a China, ultrapassou os limites estipulados, gerando preocupação para o setor exportador.

Autoridades brasileiras monitoram a situação junto à China e à OMC para amenizar impactos futuros. A decisão reflete a tentativa chinesa de fortalecer sua produção interna diante da alta global nos preços da carne bovina.

A China anunciou uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina que ultrapassarem os limites de cota para países como Brasil, Austrália e Estados Unidos. Essa medida visa proteger o setor pecuário local, que está se recuperando do excesso de oferta. A cota anual para 2026 foi fixada em 2,7 milhões de toneladas, valor próximo ao recorde de 2024.

As novas quotas ficam abaixo das importações registradas em 2025 para países como Brasil e Austrália, principais fornecedores da carne bovina ao mercado chinês. O Ministério do Comércio da China informou que o aumento das importações prejudicou a indústria interna, o que motivou a ação, que valerá por três anos a partir de 1º de janeiro, com elevação gradual da cota.

O Brasil, principal exportador para a China, registrou embarques de 1,33 milhão de toneladas nos primeiros 11 meses de 2025, superando os limites estipulados. Já os EUA sofreram queda expressiva nas vendas, consequência da guerra tarifária iniciada em 2023. A Austrália, por sua vez, aumentou sua participação no mercado chinês neste ano.

Autoridades brasileiras acompanharão o tema junto a Pequim e à OMC para minimizar o impacto das novas regras, ressaltando a importância da China como destino prioritário para a carne bovina produzida no país. A medida chinesa ocorre amid uma alta global nos preços da carne bovina e reflete o esforço de Pequim em fortalecer sua produção interna, considerada menos competitiva frente aos maiores exportadores.

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.