A China aplicou a pena de morte em 11 membros de uma família mafiosa envolvida em golpes pela internet e tráfico de pessoas para Mianmar. O grupo, conhecido como clã Ming, atuava na fronteira com Mianmar, controlando cassinos ilegais e explorando vítimas.
As sentenças foram baseadas em crimes como homicídio, cárcere privado e fraudes. O governo chinês intensificou sua luta contra redes criminosas transnacionais que causaram grandes prejuízos financeiros e sociais.
Apesar das execuções, grupos criminosos semelhantes continuam operando em áreas próximas, especialmente na região do sudeste asiático, onde milhares de pessoas são vítimas de tráfico forçado para trabalhos em golpes online.
A China comunicou a execução de 11 membros de uma família ligada a organizações criminosas que operavam centros de golpes na fronteira com Mianmar. O clã Ming foi condenado por crimes como homicídio, cárcere privado, fraudes e operação de jogos clandestinos, conforme sentença do tribunal na província de Zhejiang.
O grupo controlava a cidade de Laukkaing, transformando-a em um ponto movimentado de cassinos ilegais e exploração, até ser derrubado em 2023 por milícias étnicas rivais, que entregaram os criminosos à China. Esse episódio sublinha a tentativa do governo chinês de conter redes de golpes que movimentaram bilhões e causaram graves prejuízos financeiros e sociais.
Além das execuções, outras dezenas de membros da mesma família receberam sentenças entre cinco anos e prisão perpétua. O Patriarca Ming Xuechang suicidou-se em 2023 para evitar a detenção. O sistema judicial rejeitou apelos do clã, considerando que suas ações resultaram na morte de 14 chineses e ferimentos em vários outros.
Embora a ofensiva tenha desmantelado o controle dos Ming sobre o tráfico e fraudes, atividades ilegais semelhantes se deslocaram para áreas de menor influência chinesa, próximas à Tailândia e Laos. Estima-se que centenas de milhares de pessoas foram vítimas de tráfico forçado para atuarem em golpes online no sudeste asiático, principalmente chineses.
Essa operação da China revela o esforço para combater redes criminosas transnacionais que exploram ambas as vítimas e operadores através de esquemas complexos e violentos.
Via g1