China intensifica compras de soja na Argentina e Uruguai

A China amplia compras de soja dos vizinhos sul-americanos devido a embargos dos EUA.
29/08/2025 às 16:24 | Atualizado há 3 horas
Compras de soja da Argentina
China não adquiriu soja dos EUA para o quarto trimestre. Desafio nas exportações. (Imagem/Reprodução: Forbes)

Os importadores chineses estão ampliando suas compras de soja da Argentina e do Uruguai. Isso acontece em resposta à redução no fornecimento originada da falta de embarques dos Estados Unidos. A mudança ocorre em um contexto de tensão comercial contínua entre as duas maiores economias do mundo.

Os processadores na China planejam adquirir até 10 milhões de toneladas métricas de soja desses dois países sul-americanos. Essa cifra representa um novo recorde e sinaliza uma clara estratégia do país asiático em diversificar suas fontes de produtos agrícolas, diante das tarifas impostas pelos EUA.

Além disso, a produção de soja na Argentina e no Uruguai tem se mostrado favorável, com safras recordes. Essa nova dinâmica não apenas beneficia os produtores desses países, mas também reflete a diminuição da dependência da China em relação às importações agrícolas americanas.
Os importadores chineses estão ampliando as compras de soja da Argentina e do Uruguai para o próximo ano, buscando suprir a redução no fornecimento causada pela ausência de embarques dos Estados Unidos. Essa mudança ocorre em meio à persistente tensão comercial entre Washington e Pequim.

Processadores chineses planejam adquirir até 10 milhões de toneladas métricas de soja dos dois exportadores sul-americanos no ciclo comercial de 2025/26, encerrando-se em agosto, estabelecendo um novo recorde. A informação foi confirmada por fontes do mercado, incluindo um trader de Singapura ligado a uma empresa global que vende soja para a China.

Esse aumento nas importações da Argentina e do Uruguai complementa as já robustas importações de soja do Brasil pela China, representando um novo golpe para os exportadores dos EUA, visto que o país asiático busca diminuir sua dependência de produtos agrícolas norte-americanos.

A China não fez nenhuma reserva de compra de soja dos EUA para embarque no quarto trimestre deste ano, período que normalmente concentra as maiores vendas, devido à chegada de novos suprimentos ao mercado.

As duas maiores economias do mundo implementaram tarifas de importação que têm impactado o comércio, especialmente de produtos agrícolas como a soja. Até meados de agosto, os compradores chineses já haviam reservado 1,575 milhão de toneladas para carregamento em setembro na Argentina e no Uruguai, além de 660.000 toneladas para outubro e volumes menores para os meses de novembro, dezembro e maio de 2026.

Desde o início da guerra comercial com a China, durante o governo de Donald Trump, Pequim tem tomado medidas para reduzir sua dependência de produtos agrícolas americanos, buscando fortalecer sua segurança alimentar. Em 2024, os EUA responderam por apenas 12% das importações agrícolas da China, uma queda em relação aos 20% registrados em 2016.

Em contrapartida, o Brasil forneceu 22% das importações chinesas no ano passado, um aumento em relação aos 14% de 2016, conforme dados da alfândega chinesa. O aumento das compras de soja da Argentina e do Uruguai reflete tanto a decisão da China de não comprar grãos dos EUA quanto as colheitas favoráveis nesses países sul-americanos.

A safra de soja de 2024/25 da Argentina atingiu 50,9 milhões de toneladas, um aumento em relação aos 48,2 milhões de toneladas do ano anterior e aos 25 milhões de toneladas de 2022/23, quando uma seca severa afetou a produção. No Uruguai, a produção de soja foi de 4,2 milhões de toneladas no período de 2024/25, acima dos 3,3 milhões de toneladas do ano anterior, segundo dados do USDA.

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.