China intensifica uso de IA na tecnologia militar com drones e robôs

Descubra como a China utiliza IA em drones e cães robôs para modernizar suas forças armadas.
27/10/2025 às 16:21 | Atualizado há 5 meses
               
IA para aplicações militares
Militares chineses priorizam hardware nacional, como chips de IA da Huawei, em 2025. (Imagem/Reprodução: Investnews)

A China está avançando na integração da inteligência artificial em suas operações militares. A empresa Norinco apresentou um veículo autônomo que reforça a corrida armamentista com os EUA. Esse movimento demonstra o foco do país em usar a tecnologia para melhorar a eficácia das suas forças armadas.

Depois de diversas aquisições e patentes, a China tem ampliado o uso de chips da Nvidia e da Huawei. O Exército de Libertação Popular (PLA) busca aumentar sua soberania algorítmica, reduzindo a dependência de tecnologia ocidental. Essa transformação traz novas capacidades em reconhecimento de alvos e suporte em tempo real nas batalhas.

Além de drones autônomos, o PLA também está investindo em cães robóticos equipados com IA para reconhecimento e combate. As inovações prometem mudar o cenário da guerra, permitindo uma resposta mais rápida e eficaz a ameaças, enquanto a pesquisa em tecnologia nacional se intensifica.
A China tem intensificado o uso de inteligência artificial (IA) em suas aplicações militares, buscando alcançar os Estados Unidos na corrida armamentista. A empresa estatal de defesa Norinco apresentou um veículo militar autônomo equipado com IA para aplicações militares, demonstrando o avanço tecnológico do país. O lançamento do Norinco P60 foi amplamente divulgado, evidenciando o uso estratégico da IA para fins militares.

Análises da Reuters revelam um esforço sistemático da China para integrar a IA em suas forças armadas, visando obter vantagens em operações e tomadas de decisão. Registros de aquisições e patentes indicam progressos significativos em áreas como reconhecimento autônomo de alvos e suporte em tempo real no campo de batalha. O Exército de Libertação Popular (PLA) e suas afiliadas continuam a utilizar chips da Nvidia, apesar das restrições de exportação dos EUA.

Sunny Cheung, da Jamestown Foundation, observou um aumento no uso de chips de IA da Huawei em contratos militares chineses. Essa mudança coincide com uma campanha para promover o uso de tecnologia nacional. A análise de avisos de aquisição e patentes também revela a demanda e o uso de chips Huawei por afiliadas do PLA.

A utilização dos modelos DeepSeek é notável em diversas licitações de entidades do PLA, refletindo a busca da China pela “soberania algorítmica”. Essa soberania visa reduzir a dependência de tecnologia ocidental e fortalecer o controle sobre a infraestrutura digital. O Departamento de Estado dos EUA reconheceu que a DeepSeek pode estar fornecendo apoio às operações militares e de inteligência da China.

A China demonstra interesse em cães robóticos com IA para reconhecimento, enxames de drones autônomos e centros de comando imersivos. Em 2024, o PLA lançou uma licitação para cães-robôs equipados com IA, capazes de reconhecimento conjunto e eliminação de ameaças. Pesquisadores da Landship Information Technology afirmam que sua tecnologia, construída com chips da Huawei, pode identificar alvos rapidamente a partir de imagens de satélite.

Entidades militares chinesas investem em tecnologia de campo de batalha autônoma, integrando IA em drones para reconhecimento e rastreamento de alvos. A Universidade Beihang utiliza o DeepSeek para aprimorar a tomada de decisões de enxames de drones. Empresas de defesa chinesas destacam sua dependência de componentes nacionais, como os chips Ascend da Huawei.

Apesar do avanço nos processadores domésticos, o hardware da Nvidia ainda é citado em pesquisas de acadêmicos ligados às forças armadas. A Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa (NUDT) e os “Sete Filhos” registraram patentes relacionadas a aplicações de IA que mencionam o hardware Huawei Ascend. O coronel Zhu Qichao, do NUDT, reconheceu que as restrições dos EUA impactaram a pesquisa de IA, mas reafirmou a determinação em superar essa lacuna.

Via InvestNews

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.