China registra importação recorde de soja em 2025 impulsionada pela América do Sul

China importa volume recorde de soja em 2025, puxado pela alta demanda da América do Sul, especialmente Brasil e Argentina.
14/01/2026 às 14:04 | Atualizado há 10 horas
               
Importação global de oleaginosas cresce 6,5% em 2025, totalizando 111,83 milhões t. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A China importou um volume recorde de soja em 2025, totalizando 111,83 milhões de toneladas, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela alta demanda da América do Sul, com destaque para o Brasil e a Argentina, principais exportadores da região.

Os compradores chineses anteciparam grandes compras, especialmente no primeiro semestre, elevando os volumes anuais de importação a níveis inéditos. Apesar de uma leve queda mensal em dezembro, o país se prepara para um aumento nas compras de soja americana em 2026, após a trégua na guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

A China registrou um volume recorde na importação de soja em 2025, chegando a 111,83 milhões de toneladas, um aumento de 6,5% sobre o ano anterior, segundo dados alfandegários. Este crescimento foi impulsionado principalmente pela alta demanda vinda da América do Sul, em resposta a receios de escassez causados pela prolongação da guerra comercial com os Estados Unidos.

Compradores chineses anteciparam compras expressivas, reforçando a compra de soja do Brasil e Argentina, os maiores exportadores da região. A chegada concentrada desses embarques no primeiro semestre do ano elevou os totais anuais a níveis inéditos.

Em dezembro, as importações ficaram em 8,04 milhões de toneladas, 1,3% acima do mesmo mês de 2024, porém houve uma queda de 0,9% frente a novembro. Essa diminuição mensal coincidiou com o terceiro mês consecutivo sem registros de soja vindo dos EUA, devido às tarifas impostas.

Apesar disso, após a trégua comercial firmada em outubro passado, as compras chinesas de soja americana tiveram alta significativa, estimada em quase 10 milhões de toneladas para o início de 2026, próxima a 80% do acordo firmado entre os países. O governo chinês também realizou leilões para liberar espaço de armazenamento, preparando-se para os embarques futuros dos EUA.

Segundo analistas, a demanda em janeiro e fevereiro deve ser menor, sugerindo um período de oferta mais restrita nas usinas de esmagamento, que tiveram que ajustar operações devido a atrasos nos desembaraços alfandegários.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.