Chip experimental pode restaurar a visão em pessoas com degeneração macular relacionada à idade

Estudo mostra chip que recupera parte da visão em quem tem degeneração macular avançada causada pela idade.
15/12/2025 às 09:01 | Atualizado há 3 meses
               
Dispositivo com implante sub-retinal e óculos inteligentes restabelece visão parcial. (Imagem/Reprodução: Super)

Um chip microimplantável aliado a óculos inteligentes mostrou potencial para restaurar parte da visão em pessoas com degeneração macular relacionada à idade (DMRI) avançada. O dispositivo é implantado sob a retina e converte estímulos luminosos em sinais elétricos interpretados pelo cérebro, permitindo a leitura de letras menores em 81% dos voluntários após um ano.

O chip funciona com luz infravermelha emitida pelos óculos, dispensando baterias. A tecnologia substitui a função das células retinianas afetadas pela doença, que é a principal causa global de cegueira irreversível. Apesar da complexidade da cirurgia e alguns riscos observados, nenhum caso resultou em perda total da visão.

A pesquisa publicada no The New England Journal of Medicine está em desenvolvimento para aprimorar a nitidez visual e aumentar os testes clínicos. Essa inovação pode representar uma nova alternativa para tratar a DMRI, uma condição que atualmente tem tratamentos que apenas retardam a perda da visão sem recuperá-la.

Um estudo recente revela que um chip microimplantável, aliado a óculos inteligentes, pode restaurar parte da visão em pessoas com degeneração macular relacionada à idade (DMRI) avançada. O dispositivo, implantado sob a retina, recebeu estímulos luminosos convertidos em sinais elétricos que o cérebro interpreta como imagens. Após 12 meses de uso, 81% dos voluntários melhoraram sua capacidade de leitura, conseguindo ler letras menores do que antes do uso do chip.

O chip fotovoltaico instalado é alimentado por luz infravermelha emitida pelos óculos, dispensando baterias ou fios. A tecnologia funciona convertendo a luz captada pela câmera dos óculos em impulsos elétricos que substituem a função das células retinianas danificadas pela DMRI. O oftalmologista Diego Monteiro Verginassi, do Einstein Hospital Israelita, destaca que, apesar de a solução ainda não estar disponível para uso geral, representa um avanço na área oftalmológica.

A cirurgia para implantar o chip, embora já praticada para outras condições, é complexa e apresenta riscos, como aumento da pressão ocular e pequenas hemorragias, observados em 19 dos 32 pacientes do estudo. Nenhum caso levou à perda total da visão. A pesquisa, publicada no The New England Journal of Medicine, segue em desenvolvimento, com objetivos de aprimorar a nitidez da visão e ampliar os testes.

A DMRI é a principal causa de cegueira irreversível globalmente, afetando a visão central devido à perda das células da mácula, área crucial da retina. As formas seca e úmida da doença limitam as opções de tratamento, que atualmente não recuperam a visão, apenas retardam o avanço. O chip pode mudar esta perspectiva, oferecendo uma alternativa capaz de restaurar parte da função visual.

Via Super

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