O setor elétrico brasileiro está em alerta devido às chuvas abaixo da média, o que pode levar à adoção da bandeira vermelha nas contas de luz, afetando consumidores e a geração de energia. Com menor volume de água nos reservatórios, a Eneva deve aumentar o acionamento de suas usinas, o que pode elevar suas receitas ao longo do ano.
A previsão é que a bandeira tarifária evolua da verde para a amarela em abril e maio, chegando à vermelha nível 1 em junho, com risco de bandeira vermelha nível 2 entre julho e novembro. Essa situação indica um possível aumento médio de 13% na conta de energia, dificultando o cenário para consumidores e geradores.
O setor elétrico brasileiro está em alerta diante das chuvas abaixo da média, fato que pode levar à adoção da bandeira vermelha nas contas de luz, impactando consumidores e a geração de energia. Com a perspectiva de menor volume de água nos reservatórios, a Eneva deve ter suas usinas acionadas com maior frequência, elevando suas receitas ao longo do ano.
O banco Itaú BBA classificou a Eneva como top pick no setor de utilities, mesmo após a alta de 91% nas ações da empresa em 2025. A expectativa é de que a bandeira tarifária, atualmente verde e sem custos extras, evolua para a amarela em abril e maio, avançando para a vermelha nível 1 em junho.
Se as chuvas continuarem abaixo do esperado, a tarifa poderá sofrer o acréscimo da bandeira vermelha nível 2 entre julho e novembro, representando um aumento médio de 13% na conta de energia, ou R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Essa elevação ainda não está refletida nas projeções oficiais de inflação.
Para monitorar a situação, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) criou um Gabinete de Acompanhamento das Condições do Sistema Interligado Nacional, considerado por especialistas como um indicativo da gravidade da crise.
O ex-diretor da Aneel, Edvaldo Santana, apontou o risco de início da bandeira vermelha já em fevereiro e a possibilidade de subir ao nível 2 a partir de maio, caso as chuvas não se recuperem. O cenário remete a crises anteriores, apesar das condições ainda não serem comparáveis à crise de 2001.
Via Brazil Journal