Ciclo de crescimento dos tênis desacelera no mercado global, segundo relatório

Relatório aponta fim do superciclo dos tênis, com crescimento menor projetado para os próximos anos.
11/01/2026 às 08:23 | Atualizado há 7 horas
               
Analistas apontam queda no crescimento de Adidas, Nike e Puma após alta da pandemia. (Imagem/Reprodução: Investnews)

Nos últimos 20 anos, os tênis ganharam espaço no mercado calçadista, superando os sapatos sociais e impulsionando grandes marcas como Adidas, Nike e Puma. Modelos que combinam conforto e estilo conquistaram diversos consumidores, especialmente durante a pandemia, quando as vendas atingiram o pico.

Um relatório do Bank of America indica, porém, que esse período de rápido crescimento está chegando ao fim, com projeção de aumento moderado de 4% a 5% ao ano até 2026. A mudança estrutural do mercado reflete-se na queda das ações de algumas empresas, embora os tênis mantenham popularidade crescente na substituição dos sapatos tradicionais.

Apesar da desaceleração, os tênis continuam como preferência importante no vestuário cotidiano. A informalização do estilo deve avançar, influenciando até ambientes antes formais, por meio de modelos híbridos e colaborações com marcas de luxo, mostrando que o produto ainda tem espaço para evolução.

Nos últimos 20 anos, a preferência por tênis em detrimento dos sapatos sociais mudou o mercado calçadista, favorecendo marcas tradicionais como Adidas, Nike e Puma. Além delas, empresas recentes como Hoka e On também cresceram expressivamente, atraindo consumidores com modelos que unem conforto e estilo para diversas ocasiões.

Contudo, um relatório do Bank of America liderado por Thierry Cota aponta que esse longo ciclo de crescimento está desacelerando. O estudo destaca que, em ampliação, o setor viveu um “superciclo” que elevou os tênis a cerca de metade das vendas globais de calçados, com pico durante a pandemia. Agora, com a mudança estrutural consolidada, o potencial de crescimento diminui.

Essa visão influenciou o mercado, refletindo na queda nas ações da Adidas, que sofreram um rebaixamento incomum em suas recomendações. Apesar disso, críticos afirmam que a informalização do vestuário ainda tem espaço para evoluir, mantendo os tênis como preferência estrutural dos consumidores, sobretudo nos Estados Unidos, onde representam cerca de 60% das vendas.

Mesmo com o crescimento do setor reduzido, os tênis continuam substituindo sapatos tradicionais nas escolhas diárias e até em ambientes antes mais formais, evidenciado pela popularidade crescente de modelos híbridos e parcerias com marcas de luxo.

Entre as expectativas para 2026, o Bank of America aponta para um cenário mais moderado, com crescimento anual projetado entre 4% e 5%, abaixo dos 9% históricos. Os analistas sugerem que o mercado pode enfrentar uma fase prolongada de ajuste ou até um novo paradigma menos favorável ao setor em longo prazo.

Via InvestNews

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