O que a ciência diz sobre o ‘filme da vida’ que passaria na cabeça ao morrer

Entenda como a ciência explica as memórias que podem surgir nos últimos momentos da vida.
03/02/2026 às 19:21 | Atualizado há 2 horas
               
Ondas cerebrais específicas disparam antes da tomada de decisão, revela estudo. (Imagem/Reprodução: Super)

A ciência investiga se realmente um ‘filme da vida’ passa na nossa cabeça no momento da morte. Estudos recentes identificam as oscilações gama no cérebro, ligadas à memória, ativadas nos últimos instantes.

Pesquisas com pacientes e animais mostram que o cérebro pode manter atividade elétrica curta após a morte, sugerindo que lembranças marcantes podem ser ativadas. Ainda assim, a comprovação definitiva é limitada pela condição dos pacientes.

Esses avanços ajudam a entender melhor o funcionamento cerebral no fim da vida, mas o fenômeno ainda precisa de mais estudos para ser totalmente esclarecido.

Um filme da nossa vida passa na nossa cabeça quando morremos? A ciência vem lançando luz sobre essa pergunta clássica. Estudos recentes identificam um tipo específico de ondas cerebrais, as chamadas oscilações gama, que estão associadas à memória e são ativadas nos momentos finais da vida.

Essa hipótese ganhou força em 2022, quando pesquisadores registraram pela primeira vez a atividade cerebral de um paciente que morreu durante um exame de eletroencefalograma (EEG). A gravação mostrou um aumento nas oscilações gama, sugerindo que o cérebro pode estar reproduzindo memórias importantes pouco antes da morte, semelhante às experiências relatadas em relatos de quase morte.

Apesar dos dados iniciais serem baseados em um único caso, estudos posteriores ampliaram a observação. Em 2023, um trabalho envolvendo quatro pacientes confirmou que, em alguns, a atividade gama aumentou após a interrupção da ventilação mecânica, indicando que o cérebro pode manter algum nível de funcionamento mesmo após a cessação do fluxo sanguíneo.

Além disso, pesquisas com modelos animais também registraram picos de ondas de alta frequência na fase terminal, indicando que a coordenação elétrica cerebral pode continuar por um curto período após a parada cardíaca.

Embora ainda não seja possível afirmar com certeza que a mente reproduz um filme da vida exatamente como os filmes mostram, as evidências sugerem que o cérebro pode ativar lembranças marcantes enquanto se aproxima do fim. Contudo, a impossibilidade de questionar pacientes nessa condição limita a comprovação definitiva.

Via Super

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.