Cientista chinês condenado por edição genética de bebês retoma pesquisas na China

He Jiankui, condenado por editar genes de bebês, retoma pesquisas em laboratório na China focado em doenças genéticas.
18/01/2026 às 15:12 | Atualizado há 4 horas
               
He Jiankui defende pesquisadores que desafiam limites da ciência contemporânea. (Imagem/Reprodução: Redir)

O cientista chinês He Jiankui, conhecido por criar os primeiros bebês geneticamente editados, voltou a atuar na área da pesquisa genética após cumprir três anos de prisão. Agora, ele trabalha em um laboratório ao norte de Pequim, com foco no estudo de doenças como Alzheimer e distrofia muscular de Duchenne, utilizando modelos em camundongos.

Apesar da controvérsia global gerada em 2018, He Jiankui não demonstra arrependimento e defende suas ações como avanços à frente do seu tempo. Ele acredita que a China está avançando na edição genética e conta com crescente apoio público, além de regulamentações que estimulam a biotecnologia.

O cientista ressalta o objetivo do país em liderar a ciência e tecnologia mundial até 2049, critica restrições éticas estrangeiras e mantém cautela sobre o futuro da edição genética em humanos. Apesar do passaporte apreendido, ele tem liberdade relativa para continuar seus trabalhos científicos.

O cientista chinês He Jiankui, condenado por criar os primeiros bebês geneticamente editados do mundo, voltou a atuar na pesquisa genética. Após cumprir três anos de prisão, ele trabalha em um laboratório ao norte de Pequim, focado no estudo de doenças como Alzheimer e distrofia muscular de Duchenne, usando modelos em camundongos, e não humanos.

Ele não demonstra arrependimento pelo experimento que causou polêmica global em 2018, defendendo que estava à frente de seu tempo. He acredita que a China está se abrindo para a edição genética e destaca o apoio crescente do público local a essa área, além das recentes regulamentações do governo que estimulam novas tecnologias biomédicas.

He ressalta o esforço do país para liderar mundialmente em ciência e tecnologia até 2049, o que inclui a biotecnologia. Ele critica a postura dos Estados Unidos, considerando que as restrições éticas e regulatórias americanas limitam os avanços em edição genética, e prevê que a China dominará o setor.

Apesar das regras chinesas proibirem a modificação do DNA em células reprodutivas humanas para implantação, He enxerga brechas nas normas que podem permitir avanços futuros. A localização e a saúde dos bebês com genes editados que ele criou permanecem em segredo, e ele defende que essas crianças devem ser tratadas com humanidade e respeito.

Com o apoio do governo, He conta com liberdade relativa para expressar suas ideias e continua trabalhando no desenvolvimento científico; entretanto, seu passaporte permanece apreendido, impedindo viagens ao exterior.

Via Folha de S.Paulo

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