Cientistas brasileiros identificam fragmentos de vidro natural formados por impacto de meteorito

Unicamp identifica geraisitos, fragmentos de vidro de impacto cósmico no Brasil, ampliando o estudo de eventos extraterrestres na América do Sul.
19/01/2026 às 20:05 | Atualizado há 8 horas
               
Impacto de 6,3 milhões de anos marcou a América do Sul, de Minas Gerais ao Piauí. (Imagem/Reprodução: Super)

Pesquisadores da Unicamp descobriram pela primeira vez no Brasil fragmentos de vidro natural, chamados geraisitos, formados por impacto de meteorito. Esses fragmentos foram localizados em regiões de Minas Gerais, Bahia e Piauí e são resultado de uma colisão cósmica ocorrida há até 6,3 milhões de anos, no período Mioceno.

Os geraisitos são pedaços vitrificados das rochas graníticas da região do Cráton do São Francisco, produzidos pelo derretimento causado pelo impacto. Medem menos de cinco centímetros e apresentam uma coloração preta com translucidez verde quando iluminados, além de cavidades formadas por gases durante o rápido resfriamento.

Mais de 600 amostras foram coletadas em uma área superior a 900 km², embora a cratera do impacto ainda não tenha sido localizada. Esse achado aumenta a compreensão dos impactos cósmicos na América do Sul e indica que esses eventos podem ser mais comuns do que se imaginava, motivando novas pesquisas.

Cientistas da Unicamp identificaram pela primeira vez no Brasil fragmentos de vidro natural formados por um impacto de meteorito, batizados de geraisitos. Esses tectitos foram encontrados em municípios do norte de Minas Gerais, Bahia e Piauí e se originaram de uma colisão cósmica ocorrida há até 6,3 milhões de anos, no período Mioceno. A descoberta amplia o registro de grandes eventos de impacto na América do Sul, área até então pouco documentada nesse aspecto.

Os geraisitos são pedaços de material vitrificado que resultaram do derretimento das rochas graníticas do Cráton do São Francisco, devido ao impacto. Com menos de cinco centímetros e pesando entre 1 a 85 gramas, esses vidros apresentam pequenas cavidades formadas por gás durante o resfriamento rápido da lava lançada na atmosfera. Sua superfície preta esconde uma translucidez verde quando iluminada, e eles contêm níveis extremamente baixos de água, característica típica desse tipo de formação.

Mais de 600 amostras já foram catalogadas, espalhadas por uma área superior a 900 quilômetros. Embora a cratera responsável pelo impacto ainda não tenha sido encontrada, a grande quantidade e o amplo alcance dos fragmentos indicam que a estrutura geológica deverá ter dimensões relevantes. A mineralogia dos fragmentos apresenta concentrações de sódio e potássio ligeiramente maiores que os tectitos encontrados em outras regiões do mundo.

Esse achado expande a compreensão dos impactos extraterrestres na América do Sul e sugere que esses fenômenos podem ser mais frequentes do que se pensava, provocando a necessidade de mais estudos para localizar a cratera principal e entender melhor as consequências desse evento cósmico.

Via Super

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