O Observatório Vera C. Rubin, após duas décadas de desenvolvimento, apresentou as primeiras Imagens de megatelescópio no Chile, oferecendo uma visão inédita do universo. Cientistas envolvidos no projeto revelaram que o número de objetos celestes observáveis superará a população mundial. A expectativa é que, ao longo dos próximos dez anos, essas imagens se unam para criar um registro visual sem precedentes do cosmos.
Construído em colaboração entre o Departamento de Energia dos EUA e a Fundação Nacional de Ciência (NSF), o Observatório Rubin está localizado nos Andes chilenos, aproveitando a altitude e o clima seco do Deserto do Atacama para garantir céus claros. Este posicionamento estratégico permitirá aos astrônomos investigar a energia escura e a matéria escura, além de identificar asteroides potencialmente perigosos para a Terra. O observatório leva o nome de Vera Rubin, astrônoma que descobriu evidências da matéria escura.
As primeiras imagens divulgadas incluem seções do Aglomerado de Virgem, situado a cerca de 65 milhões de anos-luz de distância. As imagens revelam estrelas da Via Láctea em primeiro plano, galáxias distantes com desvio para o vermelho ao fundo e galáxias do Aglomerado de Virgem no meio, com regiões de formação estelar em tons azuis.
A equipe do Observatório Rubin desenvolveu o Skyviewer, uma ferramenta que permite explorar as imagens em detalhes, mesmo em dispositivos móveis. Steven Ritz, físico da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, destacou a necessidade de criar formas dinâmicas de visualizar os dados, permitindo que as pessoas explorem a riqueza dos detalhes. O Skyviewer também oferece a opção de “ouvir” as imagens, tornando a experiência acessível a todos.
Além das imagens do Aglomerado de Virgem, o observatório capturou rastros de asteroides que foram automaticamente removidos das imagens cósmicas, com suas órbitas calculadas. Em poucas noites, foram descobertos 2.104 novos asteroides, incluindo sete próximos à Terra. Outra imagem notável é a das nebulosas Trífida e Lagoa, exibindo nuvens de poeira e gás em tons vibrantes de rosa e azul.
A construção do Observatório Rubin começou há dez anos, e o telescópio registrou seus primeiros sinais de luz em 15 de abril. A estrutura principal, com um espelho primário de 8,4 metros e uma câmera de 3,2 bilhões de pixels, permite que o telescópio observe tanto em profundidade quanto em largura, escaneando todo o céu a cada três a quatro dias.
O Observatório Vera C. Rubin representa um avanço significativo na astronomia, combinando tecnologia e capacidade de observação sem precedentes. Com sua capacidade de capturar cerca de 1.000 fotos por noite, o telescópio promete descobrir milhões de estrelas em explosão, rochas espaciais e regiões de espaço-tempo distorcidas.
Via InfoMoney