Cientistas dos EUA desenvolvem robô microscópico autônomo menor que um grão de sal

Robô menor que um grão de sal funciona sem controle externo e abre novas possibilidades na micro-robótica.
16/12/2025 às 19:21 | Atualizado há 3 meses
               
Dispositivo solar que percebe o ambiente, decide e se move de forma autônoma. (Imagem/Reprodução: Super)

Um robô autônomo, menor que um grão de sal, foi desenvolvido por cientistas nos Estados Unidos. Com cerca de 200 por 300 por 50 micrômetros, é invisível a olho nu e possui sensores, processador e painéis solares para funcionar por meses sem controle externo.

Fabricados em larga escala com tecnologia usada na indústria de semicondutores, esses robôs se movem por propulsão eletrocinética, sem partes móveis, tornando-os duráveis e eficientes. Eles detectam mudanças sutis de temperatura e comunicam-se por padrões de movimento.

O avanço promete aplicações em monitoramento celular e engenharia de materiais. Com custo baixo, os robôs podem ser programados individualmente por pulsos de luz, abrindo caminhos para futuros modelos com sensores mais avançados.

Robô menor que um grão de sal, criado por cientistas dos EUA, apresenta autonomia e funcionalidades inéditas em escala microscópica. Medindo apenas 200 por 300 por 50 micrômetros, ele é invisível a olho nu, consegue perceber o ambiente, tomar decisões e se movimentar independentemente. O dispositivo funciona por meses sem precisar de controle externo e é descrito em publicações científicas como um avanço em micro-robótica.

Produzidos em larga escala com litografia similar à usada na indústria de semicondutores, centenas desses robôs são fabricados simultaneamente em lâminas de silício. Cada um possui um computador microscópico completo com processador, memória, sensores e painéis solares que captam energia suficiente para o funcionamento, consumindo cerca de 75 nanowatts, muito menos do que um smartwatch.

O movimento é feito por propulsão eletrocinética, onde eletrodos de platina criam um campo elétrico que movimenta íons na água, gerando um fluxo que desloca o robô. Sem partes móveis, o sistema é robusto e resistente, permitindo múltiplas manipulações sem danos. A percepção inclui sensores eletrônicos que detectam mudanças de temperatura de até 0,33° C, possibilitando reações a condições locais.

A comunicação externa ocorre através de padrões de movimento que podem ser decodificados por microscópios. Programação e energia são fornecidas por pulsos de luz, permitindo controle individualizado mesmo em grupos. Custando cerca de US$ 0,01 cada, os robôs abrem possibilidades para monitoramento celular, engenharia de materiais e outras aplicações em microescala. Os pesquisadores preveem futuros modelos com sensores mais avançados e maior capacidade.

Via Super

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.