Cientistas sul-coreanos desenvolvem supercondutor que elimina calor na condução elétrica

Nova supercondutividade da Coreia do Sul permite eletricidade sem perda de energia por calor.
08/03/2026 às 18:01 | Atualizado há 20 horas
               
Descrição destaca inovação coreana em supercondutores que reduz calor e energia. Legenda: Novo supercondutor da Coreia promete eletrônicos sem calor e desperdício. (Imagem/Reprodução: Olhardigital)

Pesquisadores da Coreia do Sul criaram um supercondutor que conduz eletricidade sem gerar calor, funcionando em temperaturas mais altas que os modelos anteriores. Isso reduz significativamente o desperdício de energia e aumenta a eficiência dos dispositivos eletrônicos.

Este novo material não precisa de temperaturas extremas nem pressões elevadas para operar, o que facilita seu uso em equipamentos do cotidiano, como processadores e cabos. A inovação promete maior durabilidade e desempenho para smartphones, notebooks e data centers sem sistemas complexos de resfriamento.

Além dessas aplicações, o supercondutor pode revolucionar tecnologias como trens de levitação magnética e futuros computadores quânticos portáteis. A descoberta amplia as possibilidades de eletrônica mais eficiente e compacta, abrindo caminho para avanços tecnológicos significativos.

Cientistas da Coreia do Sul criaram um novo material supercondutor que funciona em temperaturas mais altas, permitindo que a eletricidade passe sem resistência. Essa característica elimina o calor e o desperdício de energia, abrindo caminho para dispositivos eletrônicos mais eficientes e duráveis.

A pesquisa aperfeiçoou a síntese química, ajustando a estrutura molecular para que os elétrons se movam livremente sem colisões, mesmo em ambientes que não são de frio extremo. Diferente de experimentos anteriores, que exigiam pressões e temperaturas impraticáveis, agora o material pode ser aplicado em eletrônicos do dia a dia, como processadores e cabos de transmissão.

Essa inovação traz benefícios importantes: a eficiência energética aumenta, já que não há perda de energia pela geração de calor. Smartphones, notebooks e data centers podem operar no máximo desempenho sem sistemas complexos de resfriamento, como ventoinhas barulhentas. Além disso, os componentes eletrônicos tendem a durar mais, pois o estresse térmico, que acelera a degradação, é reduzido.

Aplicações iniciais incluem supercomputadores e infraestruturas de rede, mas há planos para uso em eletrônicos de consumo e no transporte. Por exemplo, trens Maglev podem se beneficiar de motores mais compactos e potentes, graças à levitação magnética facilitada pelo novo material.

Supercondutores normalmente precisam de temperaturas próximas a -273°C, o que limita o uso prático. O avanço sul-coreano eleva essa faixa térmica, tornando a tecnologia mais acessível e apta para ambientes comuns, sem necessidade de equipamentos volumosos e caros.

Essa descoberta deve impulsionar uma transformação na eletrônica, com aparelhos menores, mais potentes e sem preocupação com superaquecimento ou sistemas de ventilação, além de abrir caminho para futuras tecnologias, incluindo computadores quânticos portáteis.

Via Olhar Digital

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.